Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Lula pede investigação sem blindagem no caso Banco Master

Presidente criticou vazamentos seletivos e cobrou atuação do STF e da PGR diante da crise envolvendo o Banco Master.

Lula pede investigação sem blindagem no caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que todas as pessoas relacionadas ao caso Banco Master sejam investigadas, sem distinção de cargo ou posição. A declaração foi divulgada em vídeo pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, nesta quinta-feira (3).

Lula afirmou que a população tem direito de conhecer a verdade e criticou o uso seletivo de informações sigilosas. Ele classificou o caso como “o maior roubo da história do Brasil” e mencionou as relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com pessoas em posições de poder.

O presidente disse que Vorcaro foi preso e que o Banco Master foi fechado durante seu governo. Também afirmou haver suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos. Para Lula, a democracia não deve depender de vazamentos escolhidos.

Crise no Supremo

Sem citar diretamente os ministros envolvidos nas revelações recentes, Lula cobrou uma resposta institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele defendeu que o presidente da Corte e a PGR conduzam um processo capaz de preservar a confiança nas investigações.

Um relatório da Polícia Federal (PF), cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, aponta que mensagens encontradas no celular de Vorcaro tinham o ministro Alexandre de Moraes como destinatário. Os investigadores identificaram conversas sobre operações policiais e encontros, além de alterações digitais em minutas contratuais do escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Banco Master.

A PGR considerou nulo o procedimento referente ao documento. O órgão argumentou que apurações envolvendo ministros do STF precisam ser solicitadas pela PF ou pelo Ministério Público e autorizadas pelo plenário da Corte.

As revelações também envolveram um encontro entre Vorcaro e Mendonça, realizado em março de 2025. Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, uma investigação contra Mendonça, alegando possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos nos casos Master e INSS.

Fachin determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentem informações em até cinco dias úteis. Lula conversou separadamente com Fachin e com Gilmar Mendes sobre a crise.

Reformas institucionais

No pronunciamento, Lula afirmou que o episódio reforça a necessidade de reformas profundas nos sistemas político e judiciário. Também cobrou que ocupantes de cargos públicos priorizem o compromisso com o interesse público em relação a interesses individuais.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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