Uma superfície com resíduos de água sanitária já pode oferecer risco se receber vinagre depois. A reação entre os produtos pode liberar gás cloro, mesmo sem que uma grande quantidade seja preparada de propósito.
A água sanitária tem hipoclorito de sódio ou de cálcio em sua composição. O vinagre, por sua vez, contém ácido acético. Quando uma substância ácida entra em contato com um produto à base de hipoclorito, pode ocorrer a liberação de cloro gasoso, irritante para o sistema respiratório.
A Anvisa orienta que produtos de limpeza não sejam misturados, a menos que o próprio rótulo informe que a combinação é permitida. A recomendação vale também para tentativas de deixar um saneante mais potente com a adição de vinagre, álcool, amônia ou outro produto.
Sintomas e primeiros cuidados
A exposição ao gás cloro pode causar irritação nos olhos, no nariz e na garganta, além de ardência, tosse e dificuldade para respirar. A intensidade depende da quantidade liberada e do tempo de exposição. Em ambientes pequenos e pouco ventilados, a preocupação é maior durante uma exposição acidental.
Se houver cheiro forte, ardência nos olhos, tosse ou dificuldade para respirar depois de uma mistura, a orientação é sair imediatamente do local e buscar ar fresco. Não se deve tentar corrigir a situação acrescentando outro produto. Quando for seguro voltar, o ambiente precisa ser ventilado adequadamente, sem permanência desnecessária perto dos vapores.
Falta de ar, tosse intensa, tontura, ardência importante ou outros sinais de intoxicação exigem atendimento de saúde. A Anvisa disponibiliza o Disque-Intoxicação pelo número 0800 722 6001, com atendimento gratuito para orientar casos de exposição a substâncias potencialmente tóxicas.
Como limpar com mais segurança
A recomendação é escolher um produto por vez e seguir as instruções do rótulo. No caso da água sanitária, é preciso respeitar a diluição, o tempo de contato e os cuidados de proteção indicados pelo fabricante. O banheiro também deve permanecer ventilado durante a faxina.







