Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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MP denuncia ex-assessora de Flávio Bolsonaro em investigação sobre lavagem ligada a milícia

Raimunda Veras Magalhães é suspeita de movimentar e ocultar recursos do jogo do bicho por meio de empresas de fachada.

Ex-assessora de Flávio é denunciada por lavagem de dinheiro ligada à milícia

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Raimunda Veras Magalhães, ex-assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro, por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro associado à milícia comandada por seu filho, o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega.

Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Raimunda teria recebido, movimentado e escondido valores obtidos com a exploração de disputas de jogo do bicho. A investigação aponta que os recursos passavam por empresas de fachada e que o grupo movimentou mais de R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano.

A denúncia faz parte da Operação Legado, que levou à acusação de 19 pessoas. A Justiça também autorizou mandados de prisão e de busca e apreensão. O Gaeco dividiu a apuração em três frentes: lavagem de dinheiro do jogo do bicho, organização criminosa ligada a Adriano da Nóbrega e ocultação de patrimônio.

A atuação do grupo se concentrava principalmente na Zona Sul do Rio de Janeiro, com destaque para Copacabana, e incluía o bicheiro Bernardo Bello. Em outro desdobramento, o MPRJ denunciou Julia Lotufo, viúva de Adriano, sob suspeita de negociar imóveis e propriedades rurais relacionados ao miliciano para dar aparência legal ao patrimônio.

Passagem pela Alerj

Raimunda entrou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2015 e foi nomeada, no ano seguinte, para o gabinete de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual. Ela permaneceu no cargo até novembro de 2018, com remuneração de cerca de R$ 6,5 mil mensais — valor que, corrigido pela inflação, ultrapassa R$ 12 mil.

A exoneração ocorreu no período em que surgiram denúncias sobre um suposto esquema de “rachadinhas”. Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-esposa de Adriano, também havia trabalhado no gabinete por mais de uma década. O caso foi arquivado em 2021 depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) anularam provas por questões processuais.

A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que ele “não é citado, investigado ou acusado” no caso e que a atuação de Raimunda em seu gabinete não o relaciona às condutas atribuídas a ela. As investigações continuam, com foco na identificação de outros envolvidos e na recuperação de valores considerados ilegais.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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