Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Nova edição de livro discute racismo, crítica e literatura negra

Obra de Luiz Mauricio Azevedo volta às livrarias com projeto gráfico renovado e posfácio de Marcelo Cortes.

Nova edição de livro discute racismo, crítica e literatura negra

A segunda edição de “Estética e Raça – Ensaios sobre a literatura negra”, de Luiz Mauricio Azevedo, será lançada neste sábado (3), às 17h, na Livraria Baleia. O evento terá uma conversa entre o autor e o professor Luís Augusto Fischer, com entrada gratuita.

Publicado pela Editora Coragem, o livro reúne 16 ensaios críticos sobre as literaturas afro-brasileira e afro-americana e sobre os efeitos do racismo estrutural na cultura. O conteúdo original foi mantido, enquanto a nova edição ganhou projeto gráfico de Cintia Belloc e posfácio do escritor Marcelo Cortes.

Uma revisão das expectativas

Azevedo afirma que a reedição permite reconsiderar as expectativas criadas durante a pandemia e após o movimento Black Lives Matter. Naquele momento, parte das pessoas progressistas esperava que as dores provocadas pela crise e os impactos do movimento levassem a uma solução para o racismo.

Agora, segundo o autor, o debate pode avançar para além da presença do racismo nas obras. “Hoje a gente já pode falar de racismo nos leitores. Estamos mais maduros para encarar o tema.”

Azevedo também sustenta que a literatura participou historicamente da reprodução de estruturas racistas. Ele menciona a invisibilização da produção cultural ligada à supremacia branca e afirma que a literatura voltada à infância integra esse processo.

Pontes entre diferentes tradições

O livro aborda ainda as relações entre a produção literária negra brasileira e a dos Estados Unidos. Para o autor, aproximar essas experiências ajuda a compreender diferentes dimensões da luta antirracista e a reconhecer que as populações negras dos dois países têm experiências que dialogam.

Entre as referências citadas por Azevedo estão Toni Morrison, Conceição Evaristo, James Baldwin e Oswaldo de Camargo. Ele defende a troca entre as experiências da diáspora e rejeita a ideia de que a literatura produzida nos Estados Unidos deva ser afastada por causa das tensões históricas entre os países.

O papel da crítica

Ao tratar da crítica literária, Azevedo questiona avaliações que associem qualidade à raça de quem escreve. Para ele, existem bons e maus escritores negros e brancos, e uma das funções da crítica é fazer com que essa constatação deixe de ser vista como polêmica.

Os editores avaliam que a nova edição mantém atuais os debates propostos no livro. O historiador e editor de livros Fernando Baldraia também destaca a experiência de leitura oferecida pela obra e o repertório, a inteligência e o humor presentes no trabalho de Azevedo.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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