RECIFE — O Teatro de Santa Isabel recebe, entre esta quinta-feira (3) e domingo (6), uma montagem inédita no Brasil de “Il Campanello”, ópera cômica italiana de Gaetano Donizetti. A obra será cantada integralmente em português, com sessões às 20h de quinta a sábado e às 17h no domingo.
Os ingressos custam R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) e R$ 30 (social), com venda pela plataforma Guichê Web. A classificação indicativa é livre. Parte da renda do ingresso social será destinada ao Banco de Alimentos do Recife.
A história acompanha a noite de núpcias de Serafina e Don Aníbal, um farmacêutico mais velho. Ainda apaixonado por ela, Enrico tenta impedir que o casamento seja consumado. Para manter o noivo ocupado, ele aparece várias vezes durante a madrugada, assume identidades diferentes e cria situações absurdas.
Adaptação pernambucana
Também conhecida como “Il Campanello di Notte”, a obra reúne humor, romantismo e elementos do teatro popular. A tradução das músicas e dos recitativos foi feita pelo maestro e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Sérgio Dias, responsável também pela direção musical e pela regência.
A encenação inclui referências brasileiras e pernambucanas. Os figurinos inspirados na commedia dell’arte ganham traços carnavalescos, e o cenário incorpora um tradicional bolo de noiva, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. Expressões contemporâneas e regionais foram incluídas para preservar o humor do texto original. O espetáculo terá ainda legendas projetadas em tempo real.
A direção cênica e de arte é de Marcondes Lima, que escolheu uma proposta de inspiração impressionista. “Escolhi ir na direção de um cenário mais impressionista, que busca capturar uma atmosfera poética”, explica o diretor. A montagem elimina as paredes, mas mantém portas e outros elementos que sugerem entradas e saídas para ambientes diferentes.
Cerca de 80 artistas participam da produção, entre solistas, coro e músicos. A preparação começou em maio, com ensaios separados por núcleos antes da integração das equipes.
Para o diretor artístico Matheus Soares, o uso do português pretende aproximar a ópera de um público mais amplo. A temporada tem incentivo do Funcultura, da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo de Pernambuco.







