Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Inteligência artificial amplia disputa por poder, trabalho e conhecimento

O avanço da IA concentra recursos em poucas corporações e Estados, mas também abre espaço para usos críticos e alternativas coletivas.

Inteligência artificial amplia disputa por poder, trabalho e conhecimento

A expansão da inteligência artificial acontece dentro de uma disputa econômica e política marcada pela concentração de recursos, pelo controle das tecnologias e pelos interesses de quem detém o capital. A ferramenta já está presente no trabalho, nos estudos e em perguntas do cotidiano, mas seu uso não é neutro nem necessariamente democrático.

O desenvolvimento da IA exige centros de dados gigantescos, alto consumo de energia, chips especializados e equipes de pesquisa com remuneração elevada. Essa estrutura restringe a competição a poucas corporações privadas e a Estados-nação capazes de mobilizar recursos em grande escala. A disputa entre China e EUA envolve restrições à exportação de semicondutores, terras raras e políticas industriais bilionárias.

Em julho de 2026, Xi Jinping anunciou a criação da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), com sede em Xangai. A iniciativa inclui compromissos com o Sul Global, como vagas de formação, centros de cooperação com o BRICS e a União Africana e acesso a sistemas de alerta climático. Na ocasião, Xi Jinping afirmou: “A IA não deve ser solo de um único país, mas uma sinfonia de cooperação internacional”.

Tecnologia, trabalho e poder

A relação entre tecnologia e poder acompanha diferentes transformações históricas. O aumento da produtividade proporcionado pelas máquinas, por exemplo, não resultou necessariamente em mais tempo livre para os trabalhadores. Também houve fragmentação do conhecimento e distanciamento entre o trabalhador e o próprio ofício.

Essa lógica aparece novamente na inteligência artificial. As decisões sobre o que priorizar ou ignorar carregam escolhas sociais. Por isso, não se trata de uma evolução inevitável, sem possibilidade de intervenção ou alternativas. A tecnologia pode servir a projetos diferentes, dependendo de quem a controla e de como é apropriada.

A análise também rejeita duas interpretações: o determinismo tecnológico, que apresenta a IA como uma força autônoma, e o solucionismo tecnológico, que atribui à ferramenta a capacidade de resolver sozinha problemas sociais e políticos. Em oposição a essas visões, o uso da inteligência artificial exige leitura crítica, qualificação humana, testagem constante e participação política.

No jornalismo, essa abordagem envolve controle humano rigoroso em todas as etapas, além de treinamento, debate e análise permanente sobre cada aplicação. A proposta é usar a ferramenta para qualificar o trabalho e potencializar os trabalhadores, sem transformar a tecnologia em substituta da política ou em instrumento de uso cego e passivo.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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