Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu base para a operação da Polícia Federal que teve o deputado federal Mário Frias (PL) entre os principais alvos. A investigação apura repasses de emendas parlamentares destinados ao filme “Dark Horse”.
Em entrevista, o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), afirmou que as ações de André Mendonça no processo eleitoral não alcançaram o resultado esperado. Para ele, o ministro teria tentado atuar politicamente para beneficiar Flávio Bolsonaro.
Ramirez também relacionou a disputa no STF a mudanças na condução de investigações. Segundo o professor, Edson Fachin assumiu o controle do inquérito das fake news, que estava sob responsabilidade de Alexandre de Moraes. Ele ainda avaliou que o inquérito do Banco Master pode deixar de ser conduzido por Mendonça.
“O cenário é de muita turbulência no STF e é péssimo para a democracia brasileira”, disse Ramirez. Na avaliação dele, Mendonça teria contado com o apoio da mídia comercial ao divulgar informações consideradas sigilosas, mas isso não teria ocorrido.
O cientista político afirmou ainda que novos dados podem ser divulgados nos próximos dias e atingir diretamente a campanha de Flávio Bolsonaro. Ele associou os recursos públicos usados no filme a um sistema de desvio de verbas e corrupção.
A operação da PF foi sustentada pela decisão de Dino e está ligada à destinação de emendas parlamentares para a produção cinematográfica. Mário Frias aparece entre os alvos centrais da investigação, que envolve o uso desses recursos públicos.







