SUL DA INGLATERRA — O parque solar de Westmill passou a usar ovelhas para controlar a vegetação entre os painéis fotovoltaicos. A prática, conhecida como pastoreio solar, combina a criação de animais com a produção de energia e permite que a área continue sendo usada para a pecuária.
As ovelhas circulam por espaços estreitos sob as estruturas metálicas, onde máquinas de corte podem ter dificuldade para operar. Com isso, o manejo da relva é feito sem o uso constante de equipamentos motorizados, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis e o risco de colisões com os módulos.
Benefícios para os animais e para o solo
Os painéis também oferecem sombra para o rebanho em períodos de sol intenso. A cobertura ajuda a proteger os animais do calor, dos ventos fortes e de chuvas repentinas. A permanência das ovelhas no parque ainda contribui para a fertilização do solo, já que o esterco devolve nutrientes à pastagem.
O pastejo mantém o crescimento da relva sob controle sem retirar completamente a vegetação silvestre. A conservação de plantas melíferas favorece insetos polinizadores, como abelhas e borboletas nativas, e reduz a dependência de herbicidas químicos.
Cuidados para integrar criação e energia
A implantação desse modelo exige medidas para proteger tanto os animais quanto a estrutura da usina. Entre as providências estão a instalação de cercas reforçadas, o isolamento dos cabos elétricos subterrâneos e aéreos e a oferta contínua de água limpa e fresca.
Também é necessário avaliar a altura dos painéis, escolher raças dóceis e de menor porte, controlar a quantidade de animais no terreno e retirar plantas tóxicas. A rotação das áreas de pastagem ajuda a evitar o sobrepastoreio.
Com esse planejamento, a agrivoltaica dá ao mesmo espaço funções agrícolas e energéticas. No parque de Westmill, a convivência entre o rebanho e os equipamentos mostra como a geração de eletricidade limpa pode dividir a área com a atividade rural, mantendo o manejo da vegetação e apoiando a biodiversidade local.







