O uso de ovelhas em áreas de usinas solares permite controlar a vegetação sem depender de cortadores mecânicos e máquinas pesadas. A prática, conhecida como pastoreio solar, combina a criação de animais com a operação de parques fotovoltaicos.
A vegetação precisa ser acompanhada para evitar sombreamento sobre as placas geradoras. Nesse sistema, os animais fazem a limpeza natural do terreno e podem reduzir custos de manutenção. A presença do rebanho também elimina o consumo de combustíveis fósseis associado ao uso de equipamentos mecânicos.
Manejo exige planejamento
A integração entre pastagens e equipamentos elétricos depende de cuidados com a segurança. Os animais são escolhidos de acordo com características como docilidade e menor porte, para diminuir o risco de danos às estruturas instaladas.
O manejo também requer conhecimento sobre comportamento animal e cuidado com as pastagens. Associações do setor passaram a compartilhar orientações para apoiar produtores interessados em trabalhar com esse modelo.
Entre os efeitos apontados estão a redução do uso de herbicidas químicos e de roçadeiras, a proteção do solo contra compactação e a preservação da biodiversidade local. O esterco produzido pelos animais funciona como adubação orgânica e ajuda no crescimento das pastagens.
Para os operadores dos parques, os rebanhos podem representar uma alternativa econômica para a manutenção das áreas e contribuir para metas de sustentabilidade. A atividade também cria uma possibilidade de receita para criadores que desejam diversificar sua produção.
A expansão das instalações solares amplia o espaço para essa integração entre agropecuária e tecnologia. O avanço do setor, porém, depende de planejamento, pesquisa e capacitação profissional. Um vídeo associado à Cornell Cooperative Extension of Jefferson County apresenta detalhes sobre a prática.







