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Educação avança e setor público perde espaço entre candidaturas no RS

Levantamento do TSE mostra mudanças no perfil profissional de quem disputa cargos estaduais e federais no Rio Grande do Sul.

Educação avança e setor público perde espaço entre candidaturas no RS

A participação de professores e profissionais da saúde nas candidaturas ao governo estadual, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa cresceu entre 2022 e 2026. No mesmo período, servidores públicos, militares reformados e policiais militares perderam espaço proporcional entre os concorrentes no estado.

O total de registros para esses cargos caiu de 1.437 em 2022 para 1.051 em 2026, redução de 26,9%. Por isso, a comparação considera o peso de cada ocupação no conjunto de candidaturas de cada eleição.

Educação e saúde ampliam presença

A soma dos professores dos ensinos fundamental, médio e superior passou de 2,92% do total de candidaturas em 2022 para 4,95% em 2026. O número de professores do ensino fundamental subiu de 15 para 18; o de ensino médio, de 16 para 20; e o de ensino superior, de 11 para 14.

Na saúde, a proporção avançou de 2,78% para 3,52%. Entre os enfermeiros, foram seis candidaturas em 2022, equivalentes a 0,42% do total, e 15 em 2026, ou 1,43%.

A socióloga Lúcia Garcia, técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), relaciona o crescimento à existência de espaços coletivos de organização, como reuniões de professores, conselhos de classe, Conselhos de Saúde e encontros em postos de atendimento da saúde pública.

Servidores e policiais recuam

A soma de servidores públicos municipais, estaduais e federais em atividade caiu de 7,45% das candidaturas em 2022 para 4,76% em 2026. Servidores aposentados e militares reformados passaram de 5,85% para 4,28%.

A categoria “militar reformado” teve a maior queda proporcional: eram 19 candidaturas em 2022, ou 1,32% do total, contra duas em 2026, equivalentes a 0,19%. Entre policiais militares, a participação recuou de 1,74% para 1,24%.

Para Garcia, a mudança entre policiais militares está ligada à conjuntura eleitoral. “A violência hoje perde prestígio como solução simples para problemas complexos”, avaliou. Ela também afirmou que a segurança pública ainda não apresenta uma discussão madura para a sociedade.

Ocupações políticas ganham peso

Vereadores e deputados, somados, representavam 10,86% das candidaturas em 2022 e chegaram a 13,13% em 2026. Entre os vereadores que disputaram outros cargos, o total passou de 104 para 89. Em 2022, 76 buscavam a Assembleia Legislativa e 22, a Câmara dos Deputados. Em 2026, foram 53 para o Legislativo estadual e 32 para o federal.

Entre os candidatos que declararam a ocupação de deputado, 32 de 52 buscavam reeleição ou uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022; 18 miravam a Câmara dos Deputados. Em 2026, eram 26 de 49 no Legislativo estadual e 20 no federal.

Advogados e empresários permaneceram entre as ocupações mais numerosas. A participação de empresários caiu de 11,2% para 10,37%, enquanto a de advogados subiu de 8,91% para 9,23%. A soma de empresários, administradores, comerciantes e comerciários recuou de 16,49% para 15,22%.

Mulheres e categorias declaradas

Entre professores do ensino fundamental, as mulheres passaram de nove em 15 candidaturas em 2022, ou 60%, para 15 em 18 em 2026, ou 83,3%. Entre advogados, a proporção feminina foi de 24,2% para 33%. Entre deputados, subiu de 17,3% para 26,5%.

A categoria “dona de casa” foi declarada exclusivamente por mulheres nos dois pleitos: 11 candidaturas em 2022 e seis em 2026. Na agricultura, nenhuma mulher se declarou agricultora em 2022; em 2026, foram quatro entre 18 candidaturas.

A categoria genérica “outros” caiu de 18,86% para 12,84%. Também houve redução no número de ocupações diferentes declaradas, de 111 categorias em 2022 para 105 em 2026.

Garcia avalia que o aumento da participação de vereadores e deputados indica especialização e institucionalização das lideranças que buscam carreiras políticas profissionais. Para ela, a concentração de financiamento em lideranças consolidadas dificulta a renovação.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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