Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, defendeu que as investigações sobre as denúncias envolvendo o Banco Master e ministros do Supremo Tribunal Federal sejam conduzidas com transparência e sem sigilos. Ela também afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deveria se afastar espontaneamente para apresentar sua defesa fora da função.
A candidata disse que o Senado tem competência constitucional para investigar pedidos de impeachment e que os processos devem ser conduzidos sem pré-julgamentos. Marina defendeu a divulgação de informações tanto no caso do senador Flávio Bolsonaro (PL) quanto no relacionado a Alexandre de Moraes. “Todos devem ser investigados, doa a quem doer”, afirmou.
Segurança pública em São Paulo
Na avaliação apresentada durante a entrevista, apenas 40% dos crimes são elucidados em São Paulo, enquanto outros estados chegam a cerca de 70%. Marina também citou a defasagem salarial das polícias e o aumento de 94% nos registros de feminicídio entre 2021 e 2025, com 270 casos no ano passado.
A proposta para enfrentar o crime organizado é criar um gabinete institucional liderado pelo governador, reunindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal. O foco seria atingir o financiamento das organizações criminosas. Marina mencionou como referência o resultado da Operação Carbono Oculto.
Jornada e desenvolvimento
Marina apoiou o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte de salários. Para ela, dois dias de descanso permitem estudar, conviver com a família e recuperar a saúde física e emocional. A candidata afirmou que empresas que adotaram a mudança relataram aumento de produtividade, inclusive no varejo.
Na área ambiental, Marina disse que a licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Foz do Amazonas autoriza apenas a prospecção, para verificar a existência, a quantidade e a qualidade do petróleo. Segundo ela, uma eventual decisão de exploração cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
A candidata defendeu investimentos em biomassa, energia hídrica, eólica, solar e hidrogênio verde. Ela afirmou que o Brasil já tem 45% da matriz energética e 90% da matriz elétrica baseadas em fontes limpas.
Marina também criticou a queda de São Paulo do 1º para o 10º lugar no indicador nacional de educação desde 2015. Disse ainda que articulações tarifárias retiram de 3 a 4 bilhões de dólares da economia paulista e atingem setores como calçados, autopeças, etanol, caldeiras e agronegócio de café.
Como prioridade para o Senado, ela citou o combate à violência contra as mulheres, com delegacias 24 horas e redes de proteção, além da redução das desigualdades e da busca por um novo ciclo de desenvolvimento econômico.







