Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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PF investiga desvio de emendas ligado ao financiamento de filme sobre Bolsonaro

Operação autorizada por Flávio Dino cumpre 49 mandados em quatro unidades da federação e mira Mario Frias e a produtora do longa.

Mario Frias e produtora de "Dark Horse" são alvos de operação da PF

A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas e empresas ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão o deputado Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona da produtora responsável pela obra.

A operação Make Up é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União e ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e apura possível desvio de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil.

Segundo a Polícia Federal, os valores teriam sido direcionados a empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados. Levantamentos financeiros citados pela corporação identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas investigadas.

Inquéritos no Supremo

A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. O financiamento de “Dark Horse” é investigado em dois inquéritos no STF: um relatado pelo ministro André Mendonça e outro, que trata do possível direcionamento de emendas, sob relatoria de Dino.

Em março, Dino determinou que Mario Frias explicasse uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental ligada à produtora do filme. O ministro também pediu informações sobre possíveis irregularidades na execução dos recursos.

Frias é produtor executivo do longa e foi secretário de Cultura durante o governo Bolsonaro. Em manifestação encaminhada ao Supremo em maio, ele negou irregularidades e afirmou que o dinheiro teve finalidade social.

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação contra a Go UP Entertainment, produtora de “Dark Horse”, por suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, os dados obtidos naquela ação foram compartilhados com o Supremo.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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