Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Pobreza sobe na Argentina no primeiro semestre de 2026, aponta Indec

Dados oficiais mostram aumento da pobreza e da indigência durante o governo de Javier Milei, em meio à perda de renda e de empregos.

Modelo apoiado por Flávio Bolsonaro faz pobreza crescer na Argentina de Milei

A pobreza atingiu 32,3% da população argentina no primeiro semestre de 2026, alta de 4,1 pontos percentuais em relação ao período anterior. Com isso, 15,5 milhões de pessoas passaram a viver abaixo da linha da pobreza, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), divulgados na quinta-feira (24).

A indigência também aumentou, de 6,3% para 7,5%. O índice representa 3,6 milhões de pessoas sem renda suficiente para comprar uma cesta de alimentos capaz de atender às necessidades diárias de energia e proteína. O levantamento considera toda a população da Argentina.

Renda e emprego sob pressão

A piora dos indicadores ocorreu junto da redução do poder de compra, do fechamento de empresas e da retração de setores que concentram empregos. Desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023, cerca de 30 mil empresas fecharam. O desemprego chegou a 7,9%, maior índice desde 2021, enquanto quase metade da população economicamente ativa está na informalidade.

A cesta básica total ficou 19,6% mais cara no primeiro semestre e acumulou alta de 34,7% em 12 meses. No mesmo intervalo, os salários tiveram reajuste médio de 25%. O salário mínimo perdeu 39,1% do valor real desde o início do governo Milei.

A pobreza alcança 44,5% das crianças e dos adolescentes com até 14 anos. Para Agustín Salvia, diretor do Observatório da Dívida Social Argentina, os programas sociais que ainda existem evitam uma deterioração maior. Sem esses benefícios, segundo ele, a taxa geral de indigência passaria de 7,5% para cerca de 15%.

“O aumento da inflação, a deterioração do mercado de trabalho, a menor atividade econômica e o menor consumo empurram o aumento da pobreza”, afirmou Salvia.

A atividade econômica encolheu 2,9% em julho, com impacto especialmente no comércio, na indústria e na construção. O Centro de Economia Política Argentina (Cepa) avalia que os próximos meses podem trazer novas perdas para o salário mínimo, as aposentadorias e os programas de transferência de renda.

Modelo defendido por Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro apresenta para o Brasil uma orientação econômica semelhante à aplicada por Milei. O programa do candidato do PL prevê um “grande tesouraço” no Estado, corte de pelo menos dez ministérios, reforma administrativa, revisão das normas trabalhistas e previdenciárias, abertura comercial e retomada das privatizações.

O Cepa também questiona a divulgação oficial de uma queda da pobreza em anos anteriores. Segundo o centro, parte da redução teria relação com uma mudança na metodologia adotada no início do governo Milei, que passou a dar mais peso à renda do trabalho informal.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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