Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Porta de varanda em imóvel vazio causa meses de ruído atribuído ao andar de cima

Uma mesa empurrada pelo vento fazia o som chegar ao apartamento vizinho como se móveis fossem arrastados no teto.

Porta de varanda em imóvel vazio causa meses de ruído atribuído ao andar de cima

Uma porta de varanda mal presa e uma pequena mesa deixada em um apartamento vazio foram responsáveis por um ruído que, durante quatro meses, parecia vir do imóvel acima. O som só foi identificado quando uma noite de vento forte levou André a investigar o corredor lateral da sala.

A origem estava no mesmo andar

O apartamento ao lado estava desocupado havia meses e não era considerado por André como uma possível fonte do barulho. Na noite em que as rajadas ficaram mais fortes, porém, ele ouviu, além da raspagem habitual, uma sequência de batidas secas. Ao abrir a porta, percebeu que o ruído parecia estar no mesmo andar, e não no teto.

Com a ajuda do porteiro, que tinha acesso emergencial autorizado pelo proprietário, André entrou no imóvel. A porta da varanda estava entreaberta e se movia com o vento. Cada vez que era empurrada, atingia uma das pernas de uma mesa lateral deixada pelo antigo morador. O móvel deslizava alguns centímetros e depois voltava parcialmente para o lugar.

O impacto e a vibração da parede faziam o som chegar ao apartamento de André como se viesse de cima. Com vento mais fraco, a porta se movimentava pouco, o que explicava por que o ruído surgia sem horário fixo e podia desaparecer por alguns dias.

Registros antes da descoberta

A suspeita inicial era de que os moradores do apartamento superior arrastavam móveis durante a madrugada. André morava havia três anos no mesmo apartamento e nunca tinha enfrentado problemas com ruído, mas passou a registrar as ocorrências para reunir informações antes de reclamar ao condomínio.

Entre os horários anotados estavam terça-feira, 0h43; sexta-feira, 1h18; domingo, 2h07; quarta-feira, 0h31; e sábado, 3h12. Ao fim de algumas semanas, havia mais de dez registros.

“Eu achava que, com os horários anotados, seria mais fácil conversar sem parecer que estava exagerando”, conta André.

Ele chegou a preparar uma mensagem para o síndico, mas decidiu conversar primeiro com o vizinho de cima. O morador disse que vivia sozinho, dormia cedo e não costumava mover móveis à noite. André ainda desconfiou da explicação, até descobrir a porta da varanda.

O porteiro fechou a varanda e afastou a mesa. No dia seguinte, a administradora procurou o proprietário para providenciar o ajuste da fechadura. Nenhuma nova raspagem apareceu.

Dois dias depois, André contou ao vizinho o que havia acontecido e pediu desculpas por ter considerado uma reclamação formal. Os dois riram da situação. Depois do episódio, André passou a evitar conclusões imediatas quando escuta um barulho estranho no prédio.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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