Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Proposta contra título de Nossa Senhora Aparecida não avançou no Congresso

Debate sobre a retirada do reconhecimento oficial da santa envolve manifestações antigas de lideranças evangélicas e voltou à campanha presidencial.

Ataques a N. Sra. Aparecida por aliados de Flávio Bolsonaro não são de hoje. Veja

A proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil existe desde 2007, mas não foi aprovada pelo Congresso. A santa mantém o reconhecimento oficial, e o feriado nacional de 12 de outubro continua no calendário do país.

A discussão voltou à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois que setores evangélicos ligados ao senador passaram a defender a retirada do título. O candidato classificou a informação como falsa, embora existam registros públicos de manifestações favoráveis à mudança.

Nossa Senhora Aparecida recebeu oficialmente o título de Padroeira do Brasil do papa Pio XI, em 1930. Em 1980, durante a visita do papa João Paulo II ao país, 12 de outubro foi estabelecido por lei federal como feriado nacional.

Manifestações ligadas ao entorno de Flávio Bolsonaro

JB Carvalho, pastor da Comunidade das Nações, defendeu expressamente a retirada do reconhecimento nacional da santa e registrou essa posição em livro. A igreja é frequentada por Flávio Bolsonaro e pela esposa dele, que foram batizados no local.

Também voltou a circular uma declaração de um assessor do senador que criticava a devoção católica a Maria e classificava a prática como idolatria. O conteúdo foi associado ao debate atual sobre Nossa Senhora Aparecida e a manifestações de integrantes do entorno político e religioso de Flávio Bolsonaro.

A jornalista Daniela Lima informou que a Igreja Católica no Brasil acompanhava episódios de intolerância religiosa e ataques a símbolos religiosos. Documentos produzidos e discutidos internamente pela instituição reúnem registros sobre manifestações contra católicos, judeus e religiões de matriz africana.

Esse acompanhamento passou a ser registrado de maneira mais sistemática a partir de 2019. Os documentos também indicam que o tema foi tratado em conferências, seminários e reuniões da cúpula da Igreja Católica no Brasil. Entre os assuntos observados estavam ataques a Nossa Senhora Aparecida e a atuação de setores neopentecostais no debate político e religioso.

A documentação também discutia o uso de discursos religiosos e a presença de pessoas identificadas com essas pautas dentro do aparelho do Estado. Daniela Lima relacionou esse histórico a um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro em 23 de agosto, no qual ele afirmou que, se fosse eleito, decretaria “Jesus Cristo o Senhor do Brasil”.

Episódio de 1995

A relação entre setores neopentecostais e a devoção católica à santa também aparece em um caso ocorrido em 1995. Sérgio von Helde, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão. O episódio ficou conhecido como “chute na santa” e provocou reação da Igreja Católica.

O caso passou a fazer parte do histórico de conflitos relacionados a manifestações de líderes evangélicos contra símbolos e práticas da fé católica.

Reações na campanha

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebateu declarações de Flávio Bolsonaro contra integrantes da Igreja Católica. Bispos também se manifestaram publicamente após ataques atribuídos ao senador.

Lula comentou a controvérsia e declarou que “esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”. Ele ainda mencionou o episódio envolvendo Sérgio von Helde.

A proposta legislativa continua sem aprovação. Por isso, não houve alteração no título oficial de Nossa Senhora Aparecida nem no feriado nacional de 12 de outubro.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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