Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Pastor ligado a Flávio Bolsonaro questiona padroeira e feriado de 12 de outubro

J. B. Carvalho afirma que a homenagem a Nossa Senhora Aparecida não teria validade jurídica e defende a substituição do símbolo católico.

Pastor de Flávio Bolsonaro defende “destronar” Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil

O pastor J. B. Carvalho, líder da Comunidade das Nações e próximo da família Bolsonaro, defende o fim do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Ele também considera ilegal o feriado nacional de 12 de outubro, dedicado à santa.

As posições aparecem no livro “A Bomba”, publicado em 2001. Na obra, Carvalho questiona a compatibilidade entre a homenagem religiosa e a separação entre Estado e religião. Ao tratar da legislação que reconhece a santa como padroeira, escreve: “a lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”.

Argumento jurídico e religioso

Para sustentar sua interpretação, o pastor menciona a separação entre Igreja e Estado prevista na Constituição de 1891 e mantida, segundo ele, pelas Cartas de 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988. A partir dessa leitura, afirma que o feriado também não teria validade jurídica.

Carvalho ainda propõe uma mudança na forma como o país se relaciona com símbolos religiosos católicos. Em outro trecho, defende: “está na hora de destronarmos a Rainha em nossa nação e servir ao Deus verdadeiro”. O autor pede que Nossa Senhora Aparecida deixe de ser reconhecida como referência religiosa nacional e que Jesus Cristo ocupe esse lugar em sua visão teológica.

O livro critica práticas católicas, a devoção a Maria e a centralidade atribuída à figura da santa. Carvalho também compara a veneração mariana a tradições religiosas antigas e questiona a distribuição das orações no terço.

Apesar da interpretação apresentada pelo pastor, o feriado e o título de padroeira têm respaldo na legislação federal vigente. A data foi oficializada pela Lei nº 6.802, sancionada em 30 de junho de 1980 pelo então presidente João Figueiredo. A norma teve origem no Projeto de Lei nº 220/1979, de autoria do deputado Jorge Arbage, e continua em vigor sem revogação na Câmara dos Deputados.

Carvalho mantém proximidade com Flávio Bolsonaro, que se converteu à denominação em 2022 e foi batizado pela igreja em 2024 ao lado da esposa, Fernanda. O vínculo também alcança Jair Bolsonaro: em novembro de 2025, Flávio deu ao pai o livro “Metanoia – A Chave Está Em Sua Mente”, escrito pelo pastor e publicado pela Editora Chara em 2018.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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