NOVA DELI — O presidente russo, Vladimir Putin, e a ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, chefe do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), reuniram-se nesta sexta-feira (11), durante a Cúpula do Brics. A conversa tratou da atuação da instituição, da participação da Rússia e de propostas para ampliar suas operações.
Em comunicado, o serviço de imprensa do Kremlin informou que Putin elogiou o trabalho de Dilma à frente do banco, também conhecido como Banco do Brics. O presidente russo lembrou ainda uma reunião recente em Moscou sobre a cooperação da Rússia com a instituição.
Putin defendeu a entrada de mais participantes para ampliar o alcance dos programas do NBD nos países do Brics. Também mencionou propostas russas para a criação de plataformas de investimento e eletrônicas, com o objetivo de aumentar as capacidades do banco.
“O banco está trabalhando com energia, dando uma contribuição significativa para o desenvolvimento da organização e expandindo suas atividades em áreas-chave”, afirmou Putin, segundo o comunicado.
Participação da Rússia
Dilma Rousseff afirmou que a presença russa no NBD é importante para o fortalecimento do Sul Global e para o conjunto do Brics. Ela também declarou acreditar que os projetos aprovados pelo banco beneficiarão os países parceiros, a Rússia e os demais membros.
A ex-presidente disse estar otimista com o futuro da instituição. Conforme as informações divulgadas pelo Kremlin, o NBD adotou medidas para corrigir uma injustiça com a Rússia, em referência à suspensão de novas operações e financiamentos destinados ao país em 2022, após o início da guerra da Ucrânia.
“Estou muito otimista em relação ao futuro, porque tomamos algumas medidas para lidar com as dificuldades e a profunda injustiça que o banco cometeu contra a Federação Russa”, declarou Dilma, em fala divulgada pelo serviço de imprensa do Kremlin.
Criado em 2015, o Banco dos Brics financia projetos de infraestrutura e iniciativas de desenvolvimento sustentável em nações emergentes. Dilma assumiu a presidência da instituição em 2023 e teve o mandato renovado em 2025. A permanência dela no cargo contou com o apoio de Vladimir Putin.








