Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Ato na Paulista troca referências a Trump por ataques a Moraes

Flávio Bolsonaro evitou citar Vorcaro e Trump, enquanto aliados defenderam reação no Senado contra o ministro do STF.

7 de setembro na Paulista: Flávio tenta se descolar de Vorcaro em ato com símbolos dos EUA e manifestantes pedindo intervenção de Trump

O ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista concentrou os discursos de aliados de Jair Bolsonaro em críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e na defesa de uma maioria de direita no Senado. Embora a manifestação tivesse bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, referências a Donald Trump e cartazes favoráveis à intervenção estrangeira nas eleições brasileiras, os principais políticos evitaram mencionar o presidente estadunidense no palanque.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, também não citou Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nos últimos meses, foi revelada uma relação direta entre os dois. Flávio chamava o banqueiro de irmãozão enquanto pedia dinheiro a ele.

Em seu discurso, Flávio afirmou: “Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar”. O candidato disse que, se for eleito, indicará ao Supremo ministros contrários ao aborto, às drogas e ao que chamou de ideologia de gênero nas escolas. Também comparou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado a uma segunda facada, em referência ao atentado sofrido pelo pai durante a campanha de 2018.

Críticas a Moraes e foco no Senado

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou um tom menos agressivo, mas defendeu uma reação do Senado contra Moraes. A Casa é responsável constitucionalmente por processar eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu “Fora Moraes” e afirmou que os bolsonaristas vão tirar o sorrisinho debochado do rosto do ministro. O deputado também prometeu realizar um ato em frente à casa de Davi Alcolumbre (União-AP) para pedir o impeachment de Moraes.

Silas Malafaia chamou Moraes de ditador da toga e pediu que o presidente do STF afastasse o ministro. O pastor também levou o Banco Master para o centro de sua fala, sem mencionar as relações de aliados presentes na manifestação com Vorcaro.

Nikolas trocou mensagens com o empresário e pediu ajuda para resolver uma questão envolvendo um ativo minerário de um conhecido. O deputado nega ter recebido dinheiro de Vorcaro. Tarcísio, por sua vez, recebeu R$ 2 milhões de Fabiano Zettel em sua campanha ao governo de São Paulo, em 2022. Zettel é cunhado de Vorcaro e foi o maior doador individual da candidatura. Tarcísio nega favorecimento e diz nunca ter tido contato com Vorcaro ou Zettel.

Mudança no discurso sobre Trump

A manifestação teve um boneco gigante de Donald Trump, placas em inglês, bonés com os dizeres “Trump 2028” e “Make America Great Again”, além de um manifestante vestido como Elvis Presley. Cartazes pediam que Trump acompanhasse as eleições brasileiras e defendiam uma intervenção do presidente estadunidense no pleito.

A ausência de Trump nos discursos contrasta com manifestações anteriores de Flávio. Em julho de 2025, depois de o presidente dos Estados Unidos anunciar uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, o senador publicou “Thank you President Donald Trump” e “Make Brazil Free Again”. No fim de agosto, em sabatina ao Jornal Nacional, afirmou que Eduardo Bolsonaro havia errado ao agradecer pelas tarifas.

Em julho, Flávio enviou uma manifestação formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para pedir que uma nova tarifa de 25% contra o Brasil não fosse aplicada antes das eleições. Segundo ele, a medida poderia ser interpretada como uma tentativa de influenciar a disputa brasileira.

Soberania como tema em Brasília

Em Brasília (DF), Luiz Inácio Lula da Silva colocou a soberania nacional no centro das comemorações oficiais do 7 de Setembro. Na véspera, em pronunciamento em cadeia nacional, o presidente afirmou que o Brasil não deve “baixar a cabeça diante de potências estrangeiras” e declarou que o país “não será colônia de ninguém”.

Lula citou reservas de terras raras, petróleo e água doce e defendeu o uso de minerais críticos e outros recursos estratégicos para desenvolver tecnologia e gerar empregos no Brasil. O desfile na Esplanada dos Ministérios teve como lema “Soberania: a força que une o Brasil”.

Cerca de 4 mil civis e militares participaram da cerimônia, que também destacou a violência contra meninas e mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Parte do público gritou pelo fim da escala 6×1, em apoio a Lula e contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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