Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cercamento e vegetação mudam o destino de nascente em propriedade rural

João e Lúcia protegeram o entorno, afastaram o gado e recuperaram o fluxo de água ao longo de 20 anos.

Cercamento e vegetação mudam o destino de nascente em propriedade rural

A nascente da propriedade de João e Lúcia voltou a manter água ao longo de todo o ano depois de 20 anos de recuperação ambiental. O resultado veio da proteção das margens, do afastamento do gado e da recomposição da vegetação ao redor do ponto de água.

Quando o casal comprou o terreno, a nascente quase desaparecia no período seco. O local tinha barro exposto, marcas de animais e pouca cobertura vegetal. No início, eles acreditavam que a estiagem explicava o problema. A avaliação mudou quando perceberam que o gado entrava na área, compactava o solo e danificava as margens.

A orientação de um técnico foi cuidar do entorno inteiro, e não apenas do ponto em que a água surgia. João então cercou a nascente e parte das margens do curso d’água. Os animais passaram a beber em outro ponto, abastecido por tubulação.

Com o fim do pisoteio, plantas começaram a reaparecer. O casal também plantou espécies nativas e cobriu trechos antes expostos. A vegetação ajudou a reduzir a erosão e a retenção de sedimentos no curso d’água.

A recuperação foi gradual. Nos primeiros anos, as mudas ainda eram pequenas e o fluxo continuava diminuindo durante a estiagem. Conforme as raízes cresceram e o solo acumulou matéria orgânica, a chuva passou a infiltrar com mais facilidade. Parte da água deixou de escorrer rapidamente pela superfície e passou a alimentar lentamente o sistema subterrâneo da nascente.

Depois de aproximadamente uma década, a área já tinha uma faixa verde onde antes predominava a pastagem. Árvores plantadas cresceram, outras espécies chegaram naturalmente e o chão ficou coberto por folhas. O casal também passou a notar mais pássaros, insetos e pequenos animais no local.

Hoje, a vazão ainda varia entre os períodos do ano, mas a água não desaparece completamente nos meses secos. João afirma que as árvores não criaram água: o trabalho devolveu ao terreno melhores condições para armazenar e liberar, aos poucos, o volume recebido das chuvas.

A experiência também levou João e Lúcia a conhecer iniciativas de órgãos públicos, comitês de bacias e projetos locais voltados à proteção de nascentes. Essas ações podem oferecer mudas, cercamento, assistência técnica ou incentivos, conforme as regras de cada região.

A área protegida continua cercada, e novas mudas são plantadas quando surgem clareiras. A propriedade ainda tem produção agrícola e pastagem, mas o entorno da nascente deixou de ser tratado como espaço disponível para qualquer uso. Para o casal, a mudança mostra que a conservação da água começa antes do ponto onde ela aparece.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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