Renan Santos, candidato da Missão à Presidência, afirmou nesta segunda-feira, 21, que não apoiará Flávio Bolsonaro (PL) caso o senador enfrente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
Em entrevista ao SBT News, Renan disse que não pretende fazer qualquer acordo com Flávio. “Eu não ando com gente que está envolvida nos piores escândalos de corrupção da nossa história”, declarou.
O candidato também mencionou imagens de Flávio em um safári com Willer Tomaz e Weverton Rocha. Segundo Renan, os dois são ligados ao escândalo do INSS. Ele afirmou ainda que não cederia parte de sua campanha para participar de uma eventual composição com o senador.
Cenário eleitoral
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 21, indica que 50% dos eleitores desaprovam a gestão de Lula, enquanto 44% aprovam o governo. Na rodada anterior, a desaprovação permanecia em 50%, e a aprovação era de 43%.
Em uma simulação de segundo turno, Flávio aparece com 42% das intenções de voto, ante 41% de Lula. O resultado indica empate técnico, com o senador numericamente à frente. Votos brancos e nulos representam 14%, e 3% dos entrevistados ainda estão indecisos.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro. O levantamento ocorreu após o anúncio de um reajuste de 15% do Bolsa Família pelo governo Lula e durante os impactos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
No primeiro turno, Lula registra 37% das intenções de voto, um ponto percentual acima do resultado anterior. Flávio passou de 31% para 33%. Augusto Cury (Avante) tem 7%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%. Renan Santos aparece com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%.







