Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Duas reservas brasileiras protegem habitats marinhos no Atlântico Sul

Fernando de Noronha e Atol das Rocas reúnem áreas de alimentação, reprodução e abrigo para diversas espécies marinhas.

A produtividade das águas é um dos principais motivos para a importância ecológica do conjunto formado pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e pela Reserva Biológica do Atol das Rocas. Juntas, as duas unidades abrangem mais de 43 mil hectares no oceano e concentram diferentes ambientes usados pela vida marinha.

Em 2001, o conjunto recebeu da Unesco o título de Patrimônio Natural Mundial. O reconhecimento considera a proteção de águas costeiras insulares do Atlântico Sul e envolve compromissos de preservação, monitoramento científico e cumprimento de normas ambientais.

Áreas usadas por diferentes espécies

As correntes marítimas que passam pelas ilhas carregam nutrientes e tornam a região uma área importante de alimentação. Tartarugas marinhas aproveitam essas águas para obter alimento e também usam praias protegidas para a postura de ovos. Tubarões costeiros ocupam enseadas rasas durante o desenvolvimento dos juvenis, enquanto cetáceos migratórios e cardumes de peixes dependem da produtividade do ambiente.

Aves marinhas tropicais também encontram nas ilhas locais para formar colônias de nidificação. Assim, o conjunto reúne áreas de alimentação, reprodução e abrigo para espécies com diferentes ciclos de vida.

Golfinhos e ambientes formados pela maré

Na Baía dos Golfinhos, localizada no arquipélago principal, há uma população residente de golfinhos. As enseadas protegidas são usadas pelos animais para repouso durante a manhã, depois de períodos noturnos de alimentação no oceano. O local também é apontado como espaço de observação científica e preservação.

No Atol das Rocas, a vazante forma lagoas rasas e piscinas de maré sobre estruturas calcárias. Esses ambientes isolam temporariamente pequenos peixes, crustáceos e moluscos, oferecendo abrigo em áreas com águas mais calmas e protegidas da força das correntes.

Compromissos de conservação

O reconhecimento internacional das duas reservas está associado a diretrizes de acompanhamento científico e à gestão das atividades marítimas e do ecoturismo. A proteção integrada busca manter os habitats e reduzir impactos da pesca predatória e da poluição costeira, preservando a biodiversidade do conjunto marinho.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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