Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Imagens registram tubarões-de-pontas-negras em caçada no limite da praia

Na ilha Heron, predadores avançaram sobre uma lâmina de água para alcançar peixes pequenos e usaram a cauda para voltar ao mar.

ILHA HERON, AUSTRÁLIA — Tubarões-de-pontas-negras-do-recife foram fotografados durante uma perseguição em águas muito rasas da ilha Heron, na Grande Barreira de Corais. Em alguns momentos, o avanço foi tão rápido que o dorso e parte das laterais ficaram expostos sobre uma camada fina de água.

Os animais cercavam cardumes próximos à praia e se aproximavam da faixa de areia quando os peixes buscavam escapar. Identificados como Carcharhinus melanopterus, esses tubarões também frequentam recifes costeiros, lagoas e outras áreas rasas.

A movimentação não significa que a espécie tenha desenvolvido a capacidade de caminhar ou permanecer em terra. O tubarão depende da água para sustentar o corpo e manter a respiração eficiente. Cada investida é breve, com o animal orientado para retornar ao mar.

Uma fuga pela margem

Peixes pequenos podem usar a margem como refúgio porque predadores maiores têm menos espaço para fazer curvas. Ao se concentrarem em águas de poucos centímetros, eles reduzem os ângulos de ataque. Ainda assim, um tubarão persistente pode avançar até correr o risco de ficar temporariamente preso.

A perseguição envolve uma sequência de aceleração e mudanças rápidas. O cardume se comprime quando percebe a aproximação e corre para a parte mais rasa. O tubarão tenta ganhar velocidade antes de perder profundidade; então, parte do corpo pode deslizar sobre a margem molhada. Ondulações do tronco e movimentos laterais da cauda ajudam no retorno.

Por que o avanço é arriscado

Quanto menor a profundidade, mais difícil fica virar, respirar e recuperar impulso. Um movimento excessivo pode deixar o animal sem fluxo adequado sobre as brânquias e exposto ao calor. A energia usada para voltar também pode ser maior que o benefício de capturar um peixe pequeno.

O risco aumenta quando a presa se separa do grupo. As imagens registram o instante mais extremo da caça, mas não mostram as aproximações que terminam antes de alcançar a areia. A maré e a inclinação da praia podem facilitar ou dificultar a volta à água.

Por isso, o que aparece nas fotografias é deslize e contorção, não passos. Ao ultrapassar a borda do mar, o tubarão torce o corpo e usa a cauda para reencontrar profundidade. Esse ajuste não deve ser confundido com locomoção terrestre ou com uma mudança evolutiva observada em tempo real.

A cena também não indica que os animais estejam procurando pessoas na praia. Eles seguem pequenos peixes em uma situação específica de alimentação. A recomendação é não se aproximar de uma caçada, não bloquear a rota de retorno e não entrar na água quando houver cardumes agitados.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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