Publicado em 2008, O Vendedor de Sonhos: O Chamado levou Augusto Cury da autoajuda à ficção e ultrapassou 2,5 milhões de exemplares vendidos no país. A história acompanha Júlio César, um intelectual em crise que é impedido de desistir da própria vida após conhecer um personagem enigmático chamado Mestre.
O romance começa quando um homem se prepara para saltar do alto de um prédio, enquanto policiais tentam convencê-lo a mudar de ideia. Com aparência humilde, o Mestre se aproxima e inicia uma conversa marcada por perguntas sobre medos, derrotas e sonhos, sem oferecer respostas simples.
À margem da sociedade, ele se apresenta como vendedor de sonhos e reúne outras pessoas afetadas pelo sofrimento. Ao longo da narrativa, os diálogos questionam o consumismo, o individualismo e a busca intensa pelo sucesso.
Da trilogia ao cinema
O livro ganhou duas continuações: Revolução dos Anônimos e O Semeador de Ideias. Juntos, os três títulos formam uma trilogia.
Em dezembro de 2016, a obra chegou ao cinema sob direção de Jayme Monjardim. Dan Stulbach interpretou Júlio César, enquanto o uruguaio César Troncoso ficou com o papel do Mestre. O filme está disponível na Netflix desde maio de 2020. A adaptação teatral alcançou mais de 500 mil espectadores.
A circulação internacional também cresceu: o livro foi traduzido para mais de 60 idiomas e recebeu, em 2009, o prêmio de melhor ficção internacional na China.
Antes do romance, Cury já havia ganhado projeção nas livrarias com Nunca Desista de seus Sonhos, lançado em 2004. Com O Vendedor de Sonhos, o escritor passou a atrair leitores interessados em histórias de forte carga emocional, além de consolidar espaço tanto na ficção quanto na autoajuda.








