Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Viagem de Flávio Bolsonaro à África do Sul repercute na disputa do Paraná

Senador viajou em 2025 com pessoas investigadas por descontos indevidos no INSS; adversários associaram o caso a Sergio Moro.

Revista piauí diz que Flávio Bolsonaro viajou para safári com envolvido em fraude no INSS; assunto respinga na campanha do Paraná

A viagem de Flávio Bolsonaro à África do Sul em 2025, para um safári com pessoas que depois passaram a ser investigadas por fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS, entrou na disputa eleitoral do Paraná. Adversários de Sergio Moro, candidato ao governo estadual, usaram o episódio para lembrar que ele recebeu alertas sobre descontos indevidos em 2019, quando era ministro da Justiça.

A Polícia Federal identificou, no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apreendido na Operação Sem Desconto, um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”. Participavam da conversa Flávio, Weverton e o advogado Willer Tomaz. Weverton e Tomaz aparecem nas investigações sobre o esquema, e o advogado foi alvo de busca e apreensão na operação.

Também participou da viagem o empresário Carlos Alberto de Sá, sócio da VTCLog. Em 2021, a CPI da Covid pediu que ele fosse indiciado por suspeitas relacionadas a contratos da empresa com o Ministério da Saúde. Entre os pontos citados estavam saques de R$4,7 milhões em dinheiro vivo e o pagamento de despesas pessoais de um diretor da pasta.

Outros vínculos citados

A empresa Bravo Grafeno, da qual Flávio é sócio, está registrada no mesmo endereço de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é apontado nas investigações como um dos operadores do esquema. Uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República pediu a apuração dessa relação.

Outro vínculo envolve Willer Tomaz. Flávio usou, durante a campanha eleitoral, um apartamento pertencente a uma empresa do advogado, que também aparece nas investigações da Polícia Federal.

Mensagens com a notícia começaram a circular em grupos de WhatsApp no sábado (19). Elas lembravam que, em julho de 2019, o Procon-SP levou ao Ministério da Justiça reclamações sobre descontos não autorizados em benefícios de aposentados. Documento do órgão registra uma reunião com a participação de Moro, do secretário Nacional do Consumidor e do presidente do INSS. Naquele momento, o Procon informou mais de 16 mil atendimentos sobre descontos indevidos desde 2017.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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