Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Madeira e tons fechados conectam os ambientes de apartamento em Curitiba

Projeto de 110 m² combina marcenaria, pedra e cores intensas para organizar a transição entre áreas sociais e íntimas.

Madeira e tons fechados conectam os ambientes de apartamento em Curitiba
Foto: Guilherme Rocha/Divulgação

A integração entre os cômodos deste apartamento parte de uma estratégia cromática: o vermelho começa concentrado na cozinha, perde intensidade ao longo da área social e dá lugar a uma paleta sóbria na área gourmet. A madeira, o mármore branco Paraná e o granito preto São Gabriel ajudam a criar continuidade entre ambientes de funções diferentes.

Com 110 m², a morada fica no Alto da Glória e foi projetada pelo arquiteto Matheus Reimão para uma jovem recém-formada em medicina. A planta original foi mantida, mas houve troca de porcelanatos, louças e metais ainda durante a personalização do imóvel com a construtora. A divisão também separa a área social do setor íntimo, preservando a privacidade de quem vive no apartamento.

Cores que conduzem o living

No living integrado, cada espaço tem uma função definida, apesar da conexão visual. Na sala de estar com TV, o vermelho aparece nas poltronas e em detalhes do tapete. A marcenaria amadeirada avança pela parede, passa pelo teto e retorna no plano oposto, criando uma composição contínua.

A cozinha reúne o contraste mais evidente do projeto. O revestimento cerâmico leva um vermelho fechado, próximo ao goiaba, para a parede, enquanto os armários azuis fazem oposição. No centro, a ilha de mármore branco Paraná ilumina o conjunto. Armário e bancada ganharam cantos arredondados para facilitar a circulação.

“Eu queria vermelho e azul, mas sem que o resultado ficasse gritante”, afirma Matheus. Segundo ele, as versões fechadas das cores e a pedra branca foram usadas para equilibrar a composição.

Na área gourmet, integrada à sala de jantar, o vermelho desaparece. O ambiente recebeu marcenaria cinza, que conversa com o sofá, o piso e o granito preto São Gabriel entregue pela construtora. A transição mantém a ligação com os espaços anteriores sem repetir a mesma intensidade cromática.

Objetos e ambientes íntimos

Peças do acervo pessoal de Gabriela Ortiz participam da decoração. Entre elas estão montagens de Lego, incluindo uma em formato de rosquinha usada como vaso de flor. No lavabo, a bancada de granito preto foi mantida, enquanto o papel de parede preto e branco, com xadrez irregular, acrescentou movimento ao espaço.

Na suíte principal, o laranja aparece na cama revestida com tecido, e o verde ocupa a marcenaria. A mesma cor continua no banheiro, tanto nos móveis quanto no revestimento da parede. Assim, os materiais recorrentes fazem a ligação entre cômodos com identidades próprias.

“Os objetos contam muito sobre ela e ajudam a deixar a casa mais pessoal”, diz o arquiteto. A proposta foi acolher as referências da moradora e distribuir as cores de modo que elas conectassem os ambientes, sem competir entre si.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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