Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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O que revela o hábito infantil de conversar com brinquedos e objetos

Dar nomes e sentimentos a brinquedos pode ajudar a criança a elaborar emoções, experimentar relações e desenvolver autonomia.

Conversar com bichos de pelúcia, bonecas, almofadas e outros objetos pode fazer parte do desenvolvimento socioemocional infantil. Ao criar diálogos e histórias, a criança explora sentimentos, relações e intenções, além de organizar experiências do dia a dia por meio da imaginação.

Entre os três e oito anos, é comum que os pequenos atribuam características humanas aos brinquedos. Nessa brincadeira, sentimentos podem ser projetados em elementos externos, o que facilita a compreensão de regras, convivências e situações novas vividas na escola ou em casa.

Um espaço para experimentar relações

O faz de conta funciona como um espaço em que a criança assume diferentes papéis e perspectivas. Ao distribuir funções para os brinquedos, ela ensaia maneiras de lidar com frustrações e conflitos cotidianos de forma criativa e sem riscos reais.

Quando um objeto inventado demonstra tristeza, coragem ou outra emoção, a criança também investiga diferentes pontos de vista. Esse exercício contribui para a consideração do universo subjetivo de outras pessoas e para a prática da empatia.

A brincadeira ainda pode ajudar na elaboração de angústias e no fortalecimento da autonomia criativa. Entre os ganhos associados a essas dinâmicas estão o exercício da perspectiva alheia, a elaboração de sentimentos difíceis e o desenvolvimento da autoexpressão.

O papel dos objetos de conforto

Na psicanálise, Donald Winnicott estudou os chamados objetos transicionais. Um lençol, uma boneca ou outro item querido pode funcionar como suporte durante a passagem gradual da dependência materna para uma percepção mais autônoma do ambiente.

Esses objetos ganham um significado afetivo próprio e podem ajudar a criança a regular emoções difíceis, especialmente em momentos de separação. A relação simbólica com o item também oferece uma sensação de segurança durante experiências desafiadoras.

Atribuir vontades e pensamentos aos brinquedos se relaciona ainda à emergência da teoria da mente. Ao imaginar que um objeto tem desejos diferentes dos seus, a criança começa a compreender que outras pessoas também possuem sentimentos e vontades próprios. Isso pode enriquecer a comunicação verbal e a reflexão sobre comportamentos sociais.

Apesar desses benefícios, conversar com brinquedos não deve ser usado como um teste isolado de maturidade socioemocional. Cada criança demonstra afeto de um jeito, e a ausência desse tipo de brincadeira não indica, por si só, um déficit no desenvolvimento. O mais indicado é acompanhar o faz de conta com carinho, respeitando o tempo de cada filho.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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