RIO DE JANEIRO — O arquiteto, artista plástico e curador César Oiticica morreu aos 87 anos no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (30) em uma nota conjunta do Projeto Hélio Oiticica, da Parada 7, do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica e de seu filho, César Oiticica Filho.
César era diretor do Projeto Hélio Oiticica, criado para preservar a memória e o legado de Hélio Oiticica, seu irmão. Além desse trabalho, manteve uma produção artística própria e atuou na arquitetura e na curadoria.
Trajetória artística
Nascido no Rio de Janeiro em 1939, César começou a estudar pintura em 1954, no Curso Livre de Pintura de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro (MAM-Rio). Em 1957, chegou a substituir Serpa temporariamente como professor.
Também integrou o Grupo Frente, liderado por Serpa e considerado um marco do movimento construtivo no Brasil. O grupo reunia, entre outros nomes, Lygia Clark e Lygia Pape.
César produziu pinturas abstratas com formas geométricas planas e, mais tarde, dedicou-se à arquitetura. Ele retomou a produção artística na década de 2010. Como curador, foi responsável pelas exposições José Oiticica Filho: Fotografia e Invenção e Hélio Oiticica: Penetráveis.
Na nota, as instituições e o filho afirmaram que César contribuiu para a preservação e a divulgação da obra de Hélio Oiticica, além da continuidade de seu legado.
A despedida será nesta quinta-feira (1º), às 14h, no Crematório Memorial do Carmo, na Capela 6, no Rio de Janeiro. César Oiticica deixa o filho, César, que também é artista.







