Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Como os interesses da criança ajudam a escolher o brinquedo

Observar as brincadeiras, os personagens favoritos e o desenvolvimento ajuda a encontrar presentes adequados para cada fase.

Como os interesses da criança ajudam a escolher o brinquedo

Escolher um brinquedo pode ficar mais fácil quando os adultos observam como a criança brinca, o que desperta sua atenção e quais atividades ela procura espontaneamente. Em vez de considerar apenas a moda ou a quantidade de recursos de um produto, vale perceber se ele combina com os interesses e as habilidades que estão sendo desenvolvidas.

A psicóloga, neuropsicóloga e psicanalista Cristiane Belmonte recomenda observar o que a criança faz quando pode escolher livremente. Blocos, desenhos, histórias, bonecos, corridas e explorações podem indicar diferentes formas de interesse. “Observar os interesses da criança é mais simples do que parece”, afirma.

Uma criança que gosta de empilhar blocos pode demonstrar curiosidade por construção, movimento e relação de causa e efeito. Já quem cria histórias e dá voz aos personagens pode estar mais envolvido com narrativa e faz de conta. O brinquedo não precisa ser sofisticado ou caro: a escolha pode priorizar aquilo que amplia as possibilidades de brincar.

Personagens e imaginação

Desenhos, filmes, livros e personagens preferidos também ajudam a identificar temas presentes no imaginário infantil. Pedir a mesma história, imitar um personagem ou inventar brincadeiras inspiradas em determinado universo são comportamentos que podem orientar a escolha dos adultos.

Cristiane Belmonte afirma que esses personagens funcionam como uma porta de entrada para compreender o mundo interno da criança naquele momento. Super-heróis podem envolver temas como força, coragem e superação, enquanto histórias de amizade e cuidado podem aparecer nas brincadeiras de faz de conta.

A psicóloga Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa ressalta que um interesse não precisa ser transformado automaticamente em compra. Um brinquedo relacionado a uma história pode prolongar a brincadeira e abrir espaço para novas narrativas, mas a criança também pode precisar apenas de tempo e liberdade para usar o que já tem.

Idade e tipo de brinquedo

A indicação de idade continua sendo uma referência para a segurança e para a compatibilidade do produto com as habilidades da criança. O desafio precisa conversar com o que ela consegue enfrentar: uma opção muito difícil pode causar frustração, enquanto outra simples demais pode não despertar curiosidade.

Por isso, além da faixa etária, é importante considerar o desenvolvimento individual. Brinquedos abertos, como blocos, massinha, materiais de desenho, fantasias e objetos de faz de conta, não determinam uma única forma de uso. Eles permitem que a criança invente funções e participe ativamente da criação da brincadeira.

O que observar depois do presente

A reação ao abrir a embalagem não é o único sinal de interesse. Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa sugere observar se a criança volta espontaneamente ao brinquedo, cria novas maneiras de usá-lo, conta histórias, faz perguntas, chama alguém para participar e continua tentando quando encontra uma dificuldade.

Para Germano Brandino, diretor de Marketing da Novabrink, os produtos precisam acompanhar as mudanças nas preferências e no momento vivido por cada criança. Os interesses se transformam conforme ela cresce, e observar essas mudanças pode ajudar os adultos a escolher presentes mais alinhados à maneira como ela gosta de brincar.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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