CHENGDU — A Igreja do Parque Sino-Francês, conhecida como Igreja Sem Sombra, se destaca em Chengdu, no sudoeste da China, pela estrutura vazada formada por milhares de tubos metálicos. A combinação entre aço, alumínio e luz natural cria a impressão de que a construção flutua sobre um campo de lavandas.
O projeto foi idealizado pelo escritório Shanghai Dachuan Architects e tem como referência a silhueta das igrejas católicas ocidentais. Em vez de reproduzir uma edificação tradicional, os arquitetos transformaram essa imagem em uma representação abstrata, descrita como um ideograma.
Luz entre os tubos
Os tubos de aço e alumínio foram usados sem solda. De acordo com a proposta arquitetônica, a escolha resulta em uma construção leve, sustentável e de fácil manutenção. A estrutura também permite que a iluminação participe da composição do espaço.
Ao entardecer, a luz do sol atravessa os perfis metálicos e alcança o interior da igreja. O efeito cria a ilusão de que o volume está suspenso na paisagem. À noite, a iluminação artificial se projeta sobre os tubos, que refletem os feixes e formam uma atmosfera cênica.
A igreja surgiu de uma cooperação cultural entre os governos da China e da França. A implantação em meio a um vasto campo de lavandas funciona como referência às paisagens francesas e reforça a ligação entre os dois países.
Idealizado em 2018, o projeto teve a construção concluída em 2021. Além da iconografia associada às catedrais europeias, a proposta dialoga com a estética do Impressionismo. Os contornos fluidos e desmaterializados expressam um conceito de liberdade formal relacionado às vanguardas artísticas modernas.







