O mosquito aparece no topo das comparações sobre mortes associadas a animais por causa das doenças que pode transmitir. Pequeno e comum perto das pessoas, ele atua como vetor de parasitas e vírus relacionados à malária, dengue, febre amarela, chikungunya e outras enfermidades.
A malária, sozinha, provoca centenas de milhares de mortes por ano no mundo, principalmente entre populações vulneráveis. Já outros mosquitos participam da disseminação de vírus capazes de gerar epidemias e pressionar os sistemas de saúde. Isso não significa que toda picada provoque doença grave: o risco depende da espécie, da região e do ciclo de transmissão.
Como ocorre a transmissão
A fêmea precisa ter contato com o agente infeccioso e fazer parte de uma cadeia que permita a circulação dele. A ampla distribuição dos mosquitos, a reprodução rápida, o contato frequente com seres humanos, as diferenças no acesso à prevenção e a presença de agentes infecciosos ajudam a explicar o número elevado de casos e mortes atribuídos a esses vetores.
O gênero Anopheles transmite os parasitas da malária. O Aedes aegypti pode transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana onde o vírus circula. Outros gêneros participam de ciclos ligados à filariose e às encefalites. Uma espécie não carrega automaticamente todos os agentes em qualquer local: temperatura, chuva, imunidade da população e presença de pessoas infectadas alteram o risco ao longo do ano.
Comparar mosquitos com tubarões, grandes felinos ou serpentes exige separar mecanismos diferentes. Ataques diretos, envenenamentos, doenças transmitidas por vetores, infecções transmitidas por mamíferos e acidentes indiretos não dependem das mesmas medidas de prevenção.
Prevenção depende do mecanismo do risco
No Brasil, reduzir a presença de recipientes com água, usar barreiras e acompanhar os alertas de saúde são medidas relacionadas à prevenção de arboviroses. Mosquiteiros, repelentes indicados e proteção de portas e janelas também podem diminuir a exposição em contextos apropriados.
A prevenção ainda envolve controle de criadouros, vacinação quando houver indicação, diagnóstico e tratamento. A prioridade varia conforme o território: a malária tem maior peso em algumas áreas, enquanto as arboviroses predominam em outras. Por isso, comparações globais precisam considerar o período, a doença e o local analisado.







