Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Ciência

El Niño pode ser o mais forte desde 1950 e dividir o clima no Brasil

Inmet prevê seca e maior risco de fogo no centro-norte, enquanto o Sul deve enfrentar chuva acima da média e possibilidade de cheias.

El Niño pode ser o mais forte desde 1950 e dividir o clima no Brasil
Foto: neenawat khenyothaa/Shutterstock

O El Niño deve alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro, com 95% de probabilidade, segundo o Inmet. O fenômeno pode ser o mais intenso desde 1950 e continuar pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.

A previsão indica efeitos diferentes nas regiões brasileiras. No centro-norte, a combinação de calor e pouca chuva tende a ampliar a estiagem e o risco de fogo. No Sul, a chuva deve ficar acima da média, mantendo a possibilidade de elevação dos rios e novas cheias. As temperaturas também devem superar o padrão normal em quase todo o país.

Seca se espalha pelo Norte e Nordeste

Os dados de setembro mostram avanço da seca. O número de municípios em situação extrema passou de quatro para 24 em um mês. Já os registros de seca severa subiram de 153 para 197, com aumento maior no Amazonas, na Bahia, no Amapá, em Alagoas e em Sergipe.

O Nordeste concentra o quadro mais grave: 16% da região está em seca grave. No Norte, Roraima, Acre e Amazonas tiveram piora rápida. Em alguns municípios, a escassez já atrapalha a captação de água. A queda no nível dos rios também prejudica a navegação.

Em Roraima, os rios Branco e Negro estão baixos, e a previsão aponta chuva abaixo da média. O tempo seco e quente pode aumentar o risco de fogo, afetar atividades agropecuárias e dificultar o acesso à água em áreas atingidas.

Chuva mantém atenção no Sul

No Rio Grande do Sul, o Vale do Taquari e a área do rio Caí estão entre os pontos atingidos por chuvas volumosas e inundações. Municípios de Santa Catarina também registraram impactos. Mais de 190 alertas sobre os níveis dos rios foram emitidos para a região em 2026.

Entre outubro e dezembro, a tendência é de chuva acima do normal no Sul, em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. O risco de cheias deve continuar no Sul, embora a previsão indique redução até dezembro.

A umidade pode beneficiar o milho produzido no Sul, mas o excesso de chuva tende a favorecer doenças no trigo e atrapalhar o plantio de soja e arroz. No centro-norte, a estiagem e as temperaturas elevadas podem afetar a soja, o café e os rebanhos do semiárido.

O El Niño foi confirmado em junho e ganhou força com o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No fim de setembro, áreas centrais e a leste do oceano registravam temperatura mais de 2 °C acima da média. As projeções são tendências para os próximos meses, e os efeitos podem variar conforme a evolução do tempo em cada região.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5