Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Proteínas naturais de cascavéis ampliam ação contra toxinas em testes

Combinações da família FETUA superaram um antiveneno comercial em laboratório, mas ainda precisam ser avaliadas contra outras toxinas.

Proteínas naturais de cascavéis ampliam ação contra toxinas em testes
Foto: Clint H/Shutterstock

Combinações de proteínas encontradas no sangue de cascavéis bloquearam a peçonha com mais eficácia do que um antiveneno comercial em testes de laboratório. De acordo com pesquisadores da Universidade de Maryland, as misturas foram cerca de 10 vezes mais potentes no combate à peçonha da cascavel.

O estudo investigou proteínas produzidas naturalmente por algumas víboras, que apresentam resistência à própria peçonha. O foco foi a família FETUA, grupo relacionado à proteção do organismo das serpentes contra toxinas.

Em uma pesquisa anterior, a equipe havia identificado a FETUA-3 e observado que ela bloqueava algumas toxinas da peçonha da cascavel-diamante-ocidental. Na investigação mais recente, diferentes proteínas foram avaliadas sozinhas e em conjunto.

Combinações tiveram melhor desempenho

Nenhuma das proteínas analisadas individualmente conseguiu impedir completamente os efeitos letais da peçonha. Quando reunidas, porém, elas apresentaram proteção significativamente maior.

Os testes também indicaram que as misturas neutralizaram peçonhas de outras espécies de víboras, inclusive de animais separados por milhões de anos de evolução. A possibilidade de atingir toxinas de diferentes serpentes é relevante porque um único veneno pode conter cerca de 100 proteínas tóxicas, além de variar entre espécies.

Aplicação em humanos ainda depende de estudos

Os resultados não significam que exista um novo antiveneno disponível. Até agora, os experimentos foram feitos em laboratório e se concentraram principalmente nas metaloproteinases, uma das famílias de toxinas presentes nas peçonhas de víboras.

Os pesquisadores planejam testar a estratégia contra outras toxinas e desenvolver antivenenos em laboratório a partir dessas proteínas naturais. Segundo a equipe, a abordagem pode futuramente levar a tratamentos mais abrangentes e fáceis de produzir em larga escala.

As primeiras aplicações podem aparecer na medicina veterinária. Para o uso em humanos, ainda são necessárias novas pesquisas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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