Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Ciência

Rachaduras no fundo do Pacífico mostram que placa pode se dividir aos poucos

Dados sísmicos indicam fraturas, terremotos concentrados em uma faixa e uma possível abertura entre partes da placa tectônica.

Rachaduras no fundo do Pacífico mostram que placa pode se dividir aos poucos
Foto: Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital

Uma faixa de 75 quilômetros no fundo do Oceano Pacífico registra terremotos, enquanto áreas próximas permanecem silenciosas. A diferença na atividade sísmica é um dos sinais de que partes de uma placa tectônica podem estar se separando em ritmos distintos.

O processo, porém, não é rápido: a fragmentação pode levar milhões de anos. Conforme a estrutura se divide, as rachaduras permitem o movimento de blocos que ainda permanecem conectados e acumulam pressão. Esse comportamento ajuda os pesquisadores a investigar como os tremores podem mudar ao longo do tempo.

O que os dados mostram

A análise usou informações coletadas em 2021 pelo CASIE21, o Experimento de Imagem Sísmica de Cascadia. Os pesquisadores enviaram ondas sonoras para o oceano e examinaram os ecos registrados por equipamentos instalados em um cabo de aproximadamente 15 quilômetros.

As imagens revelaram várias fraturas atravessando a placa. Uma delas está associada a um deslocamento de cerca de 5 quilômetros, e os registros sugerem que ocorrências semelhantes podem ter acontecido mais de uma vez.

A distribuição dos terremotos não é uniforme. Enquanto a faixa de 75 quilômetros apresenta tremores, outras partes da placa não registram a mesma atividade. Para os pesquisadores, essa variação indica que a separação pode ocorrer em momentos diferentes em cada trecho.

Possível abertura entre os blocos

Quando partes da placa se afastam, pode surgir um espaço chamado janela de placa. Essa abertura permitiria a subida de material quente das profundezas e, segundo o estudo, poderia influenciar a atividade vulcânica.

Os pesquisadores também encontraram semelhanças entre esse possível processo e padrões identificados em antigas rochas vulcânicas. A estrutura que mantém uma placa abaixo da outra tende a ser reduzida à medida que a fragmentação avança.

A descoberta não indica que Cascadia deixará de registrar terremotos. Como a separação pode durar milhões de anos, os cientistas ainda estudam de que maneira essas mudanças afetarão a estrutura e a atividade sísmica no futuro.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5