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Telescópios medem TNOs e encontram sinais preservados desde o início do Sistema Solar

Objetos menores que 40 quilômetros mantêm características ligadas à origem, apesar das colisões previstas pelos modelos.

Telescópios medem TNOs e encontram sinais preservados desde o início do Sistema Solar

Os telescópios espaciais James Webb e Hubble identificaram 27 objetos transnetunianos, corpos que orbitam o Sol além de Netuno. Todos têm menos de 40 quilômetros de diâmetro, e o menor mede 10 quilômetros.

A análise indicou que esses objetos ainda preservam características associadas à sua formação. O resultado contraria os modelos que previam alterações nas superfícies provocadas por colisões ao longo do tempo. Esses impactos deveriam misturar o material superficial e modificar a composição e a cor dos corpos.

Dois grupos com origens diferentes

Entre os objetos observados estão os dinamicamente frios, que seguem órbitas quase circulares e alinhadas ao plano do Sistema Solar. Eles são considerados relativamente preservados desde a formação.

Os dinamicamente quentes tiveram uma história diferente. Eles se formaram entre Urano e Netuno e foram lançados para regiões mais distantes por interações gravitacionais durante o crescimento desses planetas. Com isso, passaram a seguir órbitas mais alongadas e inclinadas. Ainda assim, mantiveram sinais de sua origem.

“Esses TNOs dinamicamente quentes mantêm uma assinatura de onde nasceram, mesmo tendo suas órbitas embaralhadas desde então”, disse David Trilling, da Northern Arizona University.

Medição no infravermelho

O James Webb foi usado para determinar o tamanho dos objetos. Na luz visível, o brilho depende tanto do diâmetro quanto da capacidade de refletir luz: um corpo maior e pouco refletivo pode parecer tão fraco quanto um menor coberto por gelo brilhante.

No infravermelho, o brilho depende principalmente do tamanho. Essa característica permitiu estimar com mais precisão os diâmetros dos TNOs.

Os objetos observados têm brilho entre magnitudes 24,1 e 29,3. A dificuldade de observação foi comparada à de enxergar uma nuvem de vaga-lumes na Lua a partir da Terra.

A análise também encontrou menos objetos muito pequenos do que os modelos de formação preveem. Além disso, as populações dinamicamente frias e quentes apresentaram distribuição de tamanhos semelhante, embora tenham se formado em regiões diferentes do Sistema Solar primitivo.

Os resultados foram publicados em trabalhos no The Astronomical Journal, em 8 de setembro. Um estudo tratou de cor e composição; o outro analisou a distribuição dos tamanhos dos objetos transnetunianos. Anastasia Morgan, da Northern Arizona University, foi responsável pela análise de cor e composição.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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