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VT J1906+0849 pode revelar uma nova classe de objetos compactos

A fonte de rádio varia de brilho há mais de 20 anos, mas continua sem emissão de raios X detectada pelo telescópio Swift.

VT J1906+0849 pode revelar uma nova classe de objetos compactos

A fonte de rádio VT J1906+0849 pode ser o primeiro exemplo conhecido de uma classe de sistemas compactos que emitem intensamente em rádio, mas permanecem ocultos em raios X. O objeto está na Via Láctea e continua ativo há mais de 20 anos, sem que o telescópio espacial Swift tenha identificado emissão de raios X associada a ele.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA, chegaram à hipótese após combinar registros antigos com novas observações em diferentes comprimentos de onda. O estudo está disponível para revisão de pares no repositório arXiv.

Um comportamento fora do padrão

O brilho da fonte mudou pelo menos seis vezes durante um período de 21 anos. Em 2005, a emissão era mais fraca. O objeto atingiu o maior nível por volta de 2014, perdeu intensidade e voltou a brilhar no final de 2025.

A fonte foi identificada no levantamento Very Large Array Sky Survey e é o transiente mais brilhante registrado pelo programa. Medições do Very Long Baseline Array (VLBA), rede de radiotelescópios que funciona como um único observatório de alta resolução, indicaram uma região emissora extremamente compacta. A distância estimada fica entre 49 mil e 104 mil anos-luz da Terra.

Em geral, transientes de rádio atingem um pico de brilho e depois diminuem gradualmente. O VT J1906+0849, porém, manteve a emissão por duas décadas sem apresentar expansão espacial. Isso ocorre mesmo com dados que apontam para gás se movendo a milhares de quilômetros por segundo.

Hipótese envolve objeto compacto

Explosões de novas, binárias ativas e estrelas de erupção foram consideradas insuficientes para explicar a luminosidade observada. A temperatura de brilho, entre 100 milhões e 10 bilhões de Kelvin, também afasta uma origem térmica ligada à formação de estrelas.

Os pesquisadores associam os dados a uma emissão não térmica, como a radiação síncrotron, produzida quando elétrons em alta velocidade giram ao redor de campos magnéticos intensos. A equipe considera mais provável que matéria esteja sendo acumulada de forma sustentada por um objeto compacto, como um buraco negro ou uma estrela de nêutrons. Esse processo poderia manter um jato de partículas e campos magnéticos.

A explicação para a falta de raios X seria um vento denso de gás vindo do disco de acreção. Essa estrutura bloquearia a emissão direta da região central e impediria a expansão visível da fonte de rádio. Observações no infravermelho próximo detectaram linhas de emissão desviadas para o azul, sinal de que parte do vento se move na direção da Terra.

O fenômeno tem semelhanças com o microquasar SS 433. A confirmação da hipótese depende de novas análises no infravermelho e de observações em raios X duros.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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