Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Jatos de buracos negros podem frear formação de estrelas nas galáxias

Estudo mostra que fluxos de plasma alcançam o meio circumgaláctico e alteram o gás que serviria de matéria-prima para novas estrelas.

Jatos de buracos negros podem frear formação de estrelas nas galáxias

Buracos negros supermassivos podem influenciar a evolução das galáxias em regiões muito mais distantes de seus centros do que se imaginava. Um estudo indica que os jatos de plasma lançados por esses objetos alcançam o meio circumgaláctico e interferem no gás usado na formação de novas estrelas.

Esse mecanismo pode ajudar a explicar por que as galáxias não têm uma quantidade ainda maior de estrelas. Estruturas formadas por gás e poeira envolvem galáxias grandes, como a Via Láctea, e funcionam como reserva de matéria-prima para o nascimento de novos astros. Em períodos de atividade intensa, parte desse material se desloca para dentro da galáxia.

O processo pode ser interrompido quando o gás deixa de esfriar e se aglomerar ou quando para de entrar na galáxia. É nesse cenário que os buracos negros supermassivos exercem influência: quando estão se alimentando, eles lançam jatos de plasma e radiação que podem atravessar a região central, atingir as partes externas e chegar ao meio circumgaláctico.

“Esta é uma descoberta revolucionária que resolve o antigo mistério de como os buracos negros influenciam as galáxias, suas estrelas e a vida como a conhecemos”, afirmou Sanchayeeta Borthakur, da Universidade Estadual do Arizona, uma das líderes da equipe.

Apesar de terem massas equivalentes a milhões ou bilhões de vezes a do Sol, esses buracos negros são pequenos em comparação com as galáxias que abrigam. Ainda assim, seus jatos e sua radiação liberam grandes quantidades de energia no ambiente ao redor. “A questão surpreendente é: como algo tão pequeno pode impactar energeticamente algo tão enorme?”, questionou Namrata Roy, do Raman Research Institute, também líder da equipe.

Para investigar o fenômeno, Roy, Borthakur e outros pesquisadores analisaram centenas de galáxias com buracos negros ativos e jatos. Foram usadas observações do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI) e medições de jatos de rádio do LOFAR Two-meter Sky Survey (LoTSS).

A equipe encontrou pontos ao longo dos jatos em que o gás ionizado brilhava intensamente. O sinal indica que o plasma atingia aglomerados de gás ao redor das galáxias e transferia energia para esse material.

Os efeitos mais fortes apareceram perto das bordas externas das galáxias, onde os jatos encontram o meio circumgaláctico, e na extremidade externa dessa estrutura, onde liberam mais energia. Os resultados indicam que os jatos podem afetar o gás que daria origem a estrelas mesmo longe do centro galáctico.

Roy afirmou que o impacto pode alcançar centenas de milhares de anos-luz. O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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