BRASÍLIA — Artistas, trabalhadores da cultura, jovens de coletivos e candidatos ao governo do Distrito Federal participaram, na noite desta quinta-feira (24), de um ato sobre políticas culturais na Praça Marielle Franco, no Setor Comercial Sul. O encontro contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, de Leandro Grass (PT), candidato ao governo do DF, da candidata a vice-governadora Dora Gomes (PV) e de Tetê Monteiro (Psol), suplente da candidata ao Senado Leila do Vôlei (PDT).
A programação teve apresentações do Samba da Guariba e uma batalha de rima com jovens de coletivos culturais. Entre os temas debatidos estiveram a distribuição de recursos entre as regiões do DF, a ampliação do acesso a equipamentos culturais e o fortalecimento da produção artística fora do Plano Piloto.
Leandro Grass defendeu que a cultura seja tratada como uma política pública prioritária. “A cultura para nós não é qualquer política pública”, afirmou. O candidato também associou a produção artística à formação da identidade coletiva e ao sentimento de pertencimento.
Dora Gomes destacou que as manifestações culturais preservam a memória das comunidades e defendeu a chegada de recursos e estrutura aos territórios. Para ela, a cultura também registra a história das periferias e da população negra do Distrito Federal.
Propostas apresentadas pelo setor
Representantes de diferentes áreas levaram reivindicações ao encontro. Vinicius Borba, produtor cultural e coordenador do coletivo Radicais Livres, de São Sebastião, propôs um calendário que inclua festivais, eventos e artistas de todas as regiões do DF.
Rita Andrade, trabalhadora da cultura, especialista em Gestão e mestra em Políticas Públicas e Governo, defendeu alterações no Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Entre as sugestões estão a redução da burocracia, a descentralização dos editais, a valorização das periferias e o apoio a quem participa de seleções pela primeira vez.
Suênia Ramos abordou a preservação das tradições do Distrito Federal. Ela pediu reconhecimento, registro, salvaguarda e valorização das culturas populares e tradicionais.
O conjunto de propostas inclui o fortalecimento de bibliotecas e pontos de leitura, a criação de espaços culturais públicos nas regiões administrativas e a distribuição dos editais do FAC entre os territórios. Também foram citadas medidas para o patrimônio cultural, o teatro, as escolas de samba e a economia criativa.
Tetê Monteiro, moradora de Ceilândia e suplente de Leila do Vôlei, defendeu que as escolas sejam usadas para a produção e o acesso à arte. A proposta é que esses espaços recebam atividades culturais e acolham trabalhos dos alunos, sem que moradores de Ceilândia, Samambaia e Taguatinga precisem deixar suas regiões para ter contato com a cultura.
Participação de Margareth Menezes
Margareth Menezes participou do ato como cidadã, depois das 19h, fora da agenda oficial do Ministério da Cultura. A ministra declarou apoio à candidatura de Leandro Grass ao governo do Distrito Federal e ressaltou a importância de ouvir as demandas da população para formular políticas públicas.
Ela também relacionou a defesa da cultura a temas como ciência, desenvolvimento e soberania nacional. Ao mencionar a experiência de Grass no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Margareth defendeu ações que alcancem as periferias e preservem o patrimônio de Brasília.
Entre as medidas apresentadas estão a conclusão das obras de restauração do Teatro Nacional, o reforço da rede de equipamentos culturais e a recuperação do Teatro Dulcina de Moraes. O programa prevê ainda ações permanentes para proteger o patrimônio material e imaterial do Distrito Federal.
Para as escolas de samba, o documento propõe apoio contínuo às agremiações, com iniciativas voltadas à produção cultural, à geração de emprego e à economia criativa nas comunidades.







