Gal Costa completaria 81 anos neste sábado (26). A cantora morreu aos 77 anos, em 9 de novembro de 2022, após sofrer um infarto. Ao longo da carreira, interpretou composições de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Waly Salomão, Djavan, Moraes Moreira e Erasmo Carlos.
Entre as músicas ligadas à sua trajetória está “Baby”, composta por Caetano Veloso em 1968 para o álbum Tropicália Ou Panis Et Circensis. A canção seria interpretada por Maria Bethânia, mas passou a ser cantada por Gal depois que Bethânia decidiu não participar do disco. O resultado foi o primeiro grande sucesso da cantora e um marco de sua presença no movimento tropicalista.
Outra faixa destacada é a que traz os versos “É preciso estar atento e forte/Não temos tempo de temer a morte.” Com letra de Caetano Veloso e Gilberto Gil, ela integrou o primeiro álbum solo de Gal, lançado em 1969 com o título Gal Costa. A música ganhou força como uma palavra de ordem contra a ditadura militar.
Também faz parte da seleção uma canção apresentada no show Fa-Tal, que deu origem ao disco ao vivo Gal A Todo Vapor. Composta por Waly Salomão e Jards Macalé depois da promulgação do AI-5, a faixa se tornou um grito de resistência na voz da cantora. A composição ainda recebeu novas versões da banda O Rappa e de Zeca Baleiro, além de aparecer no filme Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas, interpretada por Fernanda Torres.
“Meu Nome É Gal” foi dada à cantora por Erasmo Carlos e Roberto Carlos no começo da carreira. A faixa celebra a figura de Gal e aborda preconceitos de classe.
Canções dos anos 1980
Em 1984, Caetano Veloso escreveu “Vaca Profana” para Gal. A letra se relaciona à imagem pública da cantora, à liberdade sexual e à autonomia feminina, além de fazer um deboche contra os “caretas”.
Já “Festa do Interior”, de Moraes Moreira e Abel Silva, foi lançada em 1981. Na interpretação de Gal, a música reúne frevo, xote e xaxado e evoca tradições populares brasileiras, a resistência popular e a escolha pelo amor e pela vida diante da repressão.







