Pedro II, no Piauí, abriga as únicas jazidas ativas de opala do Brasil. A extração da pedra movimenta o trabalho no garimpo, gera emprego para moradores e atrai compradores de diferentes partes do mundo.
A formação da opala está ligada às transformações ocorridas no subsolo do município ao longo de milhões de anos. A água da chuva entrou em fendas da terra e se misturou com sílica, processo associado às cores que aparecem quando a luz atinge o cristal. Além do Nordeste brasileiro, formações desse tipo são encontradas em poucos lugares do mundo, como a Austrália.
Do garimpo às joias
A retirada da pedra exige cuidado para localizar as veias no barro vermelho sem danificar a estrutura do material. Entre os fatores que aumentam o valor da opala estão o jogo de cores, que pode reunir vermelho, verde e azul brilhante, e a raridade de encontrar peças grandes sem rachaduras internas.
A lapidação feita por artesãos locais também influencia o produto. Jovens aprendem o ofício com os mais velhos e ajudam a manter a tradição nas oficinas do centro da cidade. Uma joia bem montada pode custar mais de R$ 10 mil em lojas de luxo.
O comércio da opala sustenta centenas de famílias envolvidas nas minas e na produção de joias. Anéis, pingentes e brincos são vendidos diretamente por artesãos locais, inclusive para visitantes interessados em conhecer o caminho da pedra entre a rocha e a vitrine.
Turismo em Pedro II
O festival de inverno é uma oportunidade para visitar as feiras de joias na praça e conhecer as lojas do centro histórico. O clima da serra favorece os passeios pelo município, enquanto o interesse pela opala leva turistas a observar de perto o trabalho de extração e lapidação.
A procura por compradores da Europa e dos Estados Unidos está entre os fatores que valorizam a gema no mercado internacional. Para quem visita a cidade, a compra de uma peça regional também representa apoio aos garimpeiros e aos artesãos que trabalham com a pedra.







