Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Documento ligado a aliado de Flávio propõe parceria mineral com os EUA

Apresentação de 22 páginas prevê até US$ 100 bilhões em investimentos e foi atribuída a André Marinho, que nega ligação com a campanha.

Terras raras: plano com marca de Flávio Bolsonaro prevê parceria com EUA
Foto: Divulgação

Um documento elaborado por André Marinho, candidato do Novo ao governo do Rio de Janeiro e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), propõe uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para explorar e processar minerais críticos e terras raras. A apresentação foi preparada para um eventual governo de Flávio Bolsonaro e traz na capa a inscrição “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”.

O material, escrito em inglês e intitulado “Prosperity Partnership” (“Parceria para a Prosperidade”), tem 22 páginas. Nas páginas internas, aparece uma logomarca com o nome do senador e o mesmo slogan usado no título do documento. Os metadados do arquivo identificam Marinho como autor.

Marinho confirmou que produziu o estudo, mas negou que ele tenha sido feito para a campanha de Flávio ou apresentado a autoridades dos Estados Unidos. O documento é datado de 19 de março deste ano, cerca de duas semanas antes de uma viagem do autor aos Estados Unidos, onde ele se reuniu com o vice-presidente americano, J.D. Vance. Em maio, Flávio também esteve em Washington e encontrou Vance e o presidente Donald Trump.

Proposta de alinhamento mineral

A apresentação defende que um eventual governo de Flávio aproxime Brasil e Estados Unidos no setor mineral. A meta descrita é transformar o país em fornecedor e polo de processamento de minerais críticos alinhado ao Ocidente no Hemisfério Ocidental, com ampliação da industrialização, dos empregos e da autonomia estratégica brasileira.

O plano afirma que o Brasil deveria deixar de exportar apenas matéria-prima, reduzir a dependência das cadeias chinesas de processamento e se alinhar aos Estados Unidos na criação de um sistema paralelo de abastecimento. O documento também trata os minerais críticos como ativos de segurança nacional.

A proposta critica a política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificada no material como “pró-China” e associada a uma suposta demora regulatória no setor, à industrialização incerta e à atração reativa de capital. Entre os riscos apontados está a possibilidade de o Brasil se tornar fornecedor de matérias-primas para a China e perder oportunidades industriais.

Como alternativa, o texto apresenta um governo Flávio baseado em alinhamento ocidental, aceleração regulatória, integração entre política industrial e mineração e atração de capital. “A diferença é simples: Lula hesita, Bolsonaro executa”, afirma um trecho da apresentação.

Investimentos e empregos projetados

A chamada proposta estratégica é organizada em seis pilares. Eles incluem mudanças na legislação minerária e no licenciamento, apoio americano à demanda por minerais brasileiros, processamento dentro do país, combinação de capital dos Estados Unidos com ativos brasileiros e participação em um bloco de fornecedores alinhados a Washington.

Em um horizonte de dez anos, o documento estima entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões em investimentos em mineração, refino e processamento. A projeção também indica a criação de 500 mil a 1 milhão de empregos e impacto de 1,5 a 2,5 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB).

Negativa do autor

Marinho afirmou que o estudo foi produzido por iniciativa própria e permanecia armazenado em seu dispositivo. Ele também disse que seu pai não teve acesso ao material e negou ter recebido pedido, orientação ou iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro.

“Não enviei nem apresentei esse conteúdo a nenhuma autoridade americana”, disse Marinho. Ele acrescentou que sua viagem aos Estados Unidos não teve relação com o tema e afirmou que não tratou nem presenciou tratativas sobre recursos estrangeiros para campanhas eleitorais no Brasil.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5