Soledade, no Rio Grande do Sul, se tornou um centro de extração, beneficiamento e exportação de pedras preciosas, com destaque para as ametistas. O município reúne dezenas de empresas que trabalham toneladas de rochas e enviam cristais para diferentes países.
A atividade ganhou força depois da descoberta de jazidas de quartzo roxo, na metade do século passado. A partir daí, moradores passaram a cortar, polir e comercializar os minerais em feiras internacionais. Com o tempo, a cidade se consolidou como ponto de beneficiamento do material extraído em minas vizinhas.
Pedras trabalhadas em Soledade
As oficinas locais transformam ametista, ágata, citrino e quartzo rosa em peças de decoração, acessórios e objetos para o comércio. A ametista roxa é retirada de cavernas subterrâneas. A ágata colorida pode virar chapas de mesa e suportes; o citrino amarelo é usado em enfeites e chaveiros; e o quartzo rosa é trabalhado para a produção de estátuas e joias.
O corte e o polimento exigem ferramentas de precisão para preservar a estrutura dos cristais. Esse processo aumenta o valor da matéria-prima antes do envio para fora do país e movimenta diferentes etapas da cadeia produtiva.
Feira reúne compradores estrangeiros
Soledade também organiza uma feira internacional que recebe compradores da China, dos Estados Unidos e da Europa. Os negócios abastecem lojas de luxo e estabelecimentos especializados em produtos místicos fora do Brasil, além de movimentarem hotéis e restaurantes durante o período de exposição.
O evento reforça a posição do município como um importante ponto de negócios do segmento na América Latina. A cidade ainda recebe visitantes interessados em conhecer os galpões de lapidação, acompanhar o trabalho dos artesãos e comprar peças diretamente das fábricas.
A experiência combina o contato com a produção local e informações sobre a formação da ametista e de outros minerais. Para os turistas, o passeio inclui ainda a possibilidade de conhecer a cultura do garimpo no interior gaúcho.







