Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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São Bento se destaca pela produção de redes de dormir no sertão da Paraíba

Com tradição familiar e fábricas de diferentes portes, o município envia redes, mantas e outros produtos para o Brasil e o exterior.

São Bento se destaca pela produção de redes de dormir no sertão da Paraíba

Conhecida como a capital da rede de dormir, São Bento movimenta a economia do sertão paraibano com uma produção têxtil que combina técnicas artesanais e máquinas modernas. O município fabrica milhares de peças por dia e envia os produtos para diferentes regiões do Brasil e também para outros países.

A tradição começou no século passado, quando teares manuais eram passados de pai para filho na zona rural. Moradores aprenderam a fiar algodão e transformaram o trabalho feito em casa em uma atividade que se espalhou pelo município. Hoje, a cidade reúne centenas de fábricas de pequeno e grande porte.

As empresas usam equipamentos modernos para ampliar o ritmo de produção, enquanto parte do acabamento continua manual. Entre as responsáveis por essa etapa estão as mamucas, artesãs que trançam os nós das varandas das redes. Esse trabalho é aplicado principalmente às peças de algodão e aos modelos com detalhes nas pontas.

O que é produzido em São Bento

A fabricação local inclui redes de dormir tradicionais, redes de descanso com tecidos coloridos, mantas para sofá, cobertores leves, panos de prato e redes infantis. Os produtos são vendidos ao comércio nacional, em feiras livres e por vendedores que deixam a cidade em caminhões carregados para atender clientes em diferentes partes do país.

A produção atende tanto à procura por peças artesanais quanto à de itens industrializados. A combinação entre tecnologia e conhecimento transmitido entre gerações mantém a atividade como uma das principais referências da tecelagem no Nordeste.

O setor têxtil sustenta mais de 80% da população de São Bento, de forma direta ou indireta, ao longo do ano. O comércio de fios e a venda dos produtos nas feiras livres movimentam milhões de reais mensalmente no interior da Paraíba.

Os galpões também recebem compradores interessados em revender as peças ou renovar o enxoval. A venda direta inclui diferentes cores e padrões de algodão, além de produtos feitos por artesãos da própria cidade.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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