SÃO BENTO — Conhecida como a capital da rede de dormir, São Bento movimenta a economia do sertão paraibano com uma produção têxtil que combina técnicas artesanais e máquinas modernas. O município fabrica milhares de peças por dia e envia os produtos para diferentes regiões do Brasil e também para outros países.
A tradição começou no século passado, quando teares manuais eram passados de pai para filho na zona rural. Moradores aprenderam a fiar algodão e transformaram o trabalho feito em casa em uma atividade que se espalhou pelo município. Hoje, a cidade reúne centenas de fábricas de pequeno e grande porte.
As empresas usam equipamentos modernos para ampliar o ritmo de produção, enquanto parte do acabamento continua manual. Entre as responsáveis por essa etapa estão as mamucas, artesãs que trançam os nós das varandas das redes. Esse trabalho é aplicado principalmente às peças de algodão e aos modelos com detalhes nas pontas.
O que é produzido em São Bento
A fabricação local inclui redes de dormir tradicionais, redes de descanso com tecidos coloridos, mantas para sofá, cobertores leves, panos de prato e redes infantis. Os produtos são vendidos ao comércio nacional, em feiras livres e por vendedores que deixam a cidade em caminhões carregados para atender clientes em diferentes partes do país.
A produção atende tanto à procura por peças artesanais quanto à de itens industrializados. A combinação entre tecnologia e conhecimento transmitido entre gerações mantém a atividade como uma das principais referências da tecelagem no Nordeste.
O setor têxtil sustenta mais de 80% da população de São Bento, de forma direta ou indireta, ao longo do ano. O comércio de fios e a venda dos produtos nas feiras livres movimentam milhões de reais mensalmente no interior da Paraíba.
Os galpões também recebem compradores interessados em revender as peças ou renovar o enxoval. A venda direta inclui diferentes cores e padrões de algodão, além de produtos feitos por artesãos da própria cidade.







