A alimentação e o consumo de água podem influenciar a saúde do cabelo e a aparência da pele na passagem dos meses frios para os dias mais quentes. A endocrinologista Luísa Ortiz Cabrera, médica e professora de pós-graduação na Afya Educação Médica de Porto Alegre, relaciona o período a uma rotina com mais caldos prontos, massas e alimentos industrializados.
Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, e do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da USP, indicam que os ultraprocessados representam cerca de 20% das calorias consumidas diariamente pelos brasileiros. Para a especialista, esse padrão pode reduzir a oferta de nutrientes aos tecidos periféricos, como cabelo e pele. Problemas de queda capilar já afetam mais de 40 milhões de pessoas no país, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Entre as orientações está observar os rótulos e reduzir alimentos com sódio, conservantes e gorduras trans. A médica afirma que esses componentes podem contribuir para um processo inflamatório no organismo, associado ao estresse do folículo piloso e à perda de fibras de colágeno.
Alterações na pele também merecem atenção. Pequenas lesões ou áreas escurecidas e aveludadas nas dobras do pescoço e das axilas podem estar relacionadas à resistência à insulina e a picos de açúcar no sangue. Nesses casos, a recomendação é buscar acompanhamento médico.
O cabelo é formado por cerca de 90% de proteína, principalmente queratina. Por isso, a orientação é incluir ovos, carnes magras, frango, peixe e combinações de leguminosas, como feijão e lentilha. A alimentação também deve conter fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, castanhas e abacate.
A hidratação deve ser mantida mesmo quando as temperaturas estão mais baixas. Água, chás naturais sem açúcar e água de coco ajudam no transporte de micronutrientes até as células, enquanto a baixa ingestão de líquidos pode deixar o fio quebradiço e a pele com aparência cansada.







