Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cinco chás para variar a hidratação nos dias mais quentes

Hortelã, camomila, capim-limão, hibisco e chá verde podem ser consumidos quentes ou gelados, com cuidados no preparo.

Cinco chás para variar a hidratação nos dias mais quentes

Na primavera, bebidas leves e refrescantes podem ajudar a variar o consumo de líquidos ao longo do dia. Os chás também permitem experimentar diferentes combinações de sabores, inclusive com frutas e gelo, sem necessariamente acrescentar açúcar à preparação.

Alessandra Kanacilo, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que as versões mais leves podem ser priorizadas quando as temperaturas sobem. A especialista lista cinco opções para a rotina, mas ressalta que o chá não substitui uma alimentação equilibrada nem tratamentos de saúde.

Opções para a primavera

Hortelã — O sabor refrescante combina com dias quentes, e a bebida pode ser servida quente ou fria. A planta é tradicionalmente usada para promover conforto digestivo em situações de gases e desconfortos leves. O Ministério da Saúde reconhece a hortelã-pimenta entre as plantas medicinais de interesse e indica seu uso como auxiliar no alívio de sintomas dispépticos, como a flatulência.

Para fazer a infusão, coloque as folhas na xícara, cubra com água quente, tampe e aguarde de 5 a 10 minutos antes de coar. Folhas e flores costumam ser preparadas dessa forma, sem fervura direta.

Camomila — Associado a momentos de relaxamento, o chá pode ser consumido ao longo do dia e também fazer parte de uma rotina antes de dormir. A bebida, porém, não deve ser apresentada como tratamento para insônia ou ansiedade. As flores devem ficar em água quente, com o recipiente tampado, por alguns minutos. A recomendação é evitar fervura prolongada.

Capim-limão — Também chamado de capim-santo, apresenta aroma cítrico e sabor suave. Pode ser servido quente ou resfriado para uma versão gelada. A nutricionista orienta limitar o contato com a água quente a aproximadamente 5 a 10 minutos, tempo suficiente para extrair aroma e sabor sem deixar a bebida intensa demais. Limão e folhas frescas podem complementar a preparação.

Hibisco — Com cor avermelhada e sabor levemente ácido, combina com o consumo gelado. Pode ser preparado sozinho ou com morango, maçã ou laranja. Como o sabor pode ficar intenso, é importante controlar a quantidade da planta e deixá-la em água quente por alguns minutos antes de coar.

Chá verde — Produzido com folhas de Camellia sinensis, contém cafeína e compostos antioxidantes. O sabor pode ser combinado com limão, inclusive em uma versão gelada. Para evitar amargor excessivo, as folhas devem ficar em água quente por 2 a 3 minutos, sem contato prolongado com água fervente. Pessoas mais sensíveis à cafeína devem evitar o consumo perto do horário de dormir.

Cuidados no preparo

A qualidade da água e da planta influencia o resultado. O método também varia conforme a parte utilizada: folhas e flores geralmente passam por infusão, enquanto raízes, cascas e sementes podem precisar de decocção, processo que leva a planta à fervura por determinado período.

O fato de serem naturais não elimina possíveis contraindicações ou interações com medicamentos. Gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças crônicas e quem usa medicamentos continuamente devem buscar orientação de um profissional de saúde antes de consumir plantas medicinais com frequência.

“Para o consumo cotidiano, quanto mais simples for a preparação, melhor”, afirma Alessandra Kanacilo. A especialista também não recomenda misturar muitas plantas sem saber como elas interagem. O chá pode contribuir para variar a hidratação, mas não deve ser encarado como tratamento.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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