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Pesquisa sobre Alzheimer avança com novos tratamentos e foco no diagnóstico precoce

Relatório da Alzheimer’s Disease International aponta avanços graduais em medicamentos, prevenção e identificação de casos iniciais.

Pesquisa sobre Alzheimer avança com novos tratamentos e foco no diagnóstico precoce
Foto: Orawan Pattarawimonchai/Shutterstock

A pesquisa sobre demência entrou em uma nova fase, segundo o World Alzheimer Report 2026, da Alzheimer’s Disease International (ADI). O Alzheimer deixou de ser considerado universalmente intratável após medicamentos demonstrarem capacidade de desacelerar modestamente a progressão da doença em estágios iniciais.

O donanemabe e o lecanemabe foram os primeiros medicamentos plenamente aprovados com esse efeito, em vez de apenas tratarem sintomas. A resposta, porém, não é igual para todos os pacientes nem para todas as regiões do cérebro, e ainda há pesquisadores que questionam se os benefícios são clinicamente significativos.

Cath Mummery, diretora da Dementia Trials Network do Reino Unido, afirmou que os resultados mostraram ser possível alterar o curso da doença: “Esse é o alicerce. É o primeiro tijolo, e há muito a construir a partir dele”.

Mais pesquisas e prevenção

O número de medicamentos candidatos em investigação para demência aumentou cerca de 40% na última década. Atualmente, 158 possíveis terapias são avaliadas em 192 ensaios clínicos ao redor do mundo. Somente em 2026, estão previstos resultados de oito ensaios de fase 3, que testam tratamentos em grande número de pessoas e fazem comparações com os cuidados considerados padrão.

Mais de um terço dos medicamentos contra demência em desenvolvimento foi criado originalmente para tratar outras condições. Os estudos também investigam novas formas de diagnóstico e intervenções relacionadas ao estilo de vida.

A redução de fatores de risco aparece como outra frente importante. Segundo as evidências reunidas no relatório, até 45% dos casos poderiam potencialmente ser prevenidos ou adiados por meio da abordagem de 14 fatores modificáveis ao longo da vida. A lista inclui hipertensão, depressão, falta de atividade física, tabagismo, diabetes, consumo excessivo de álcool e colesterol elevado.

Diagnóstico é um dos principais obstáculos

O acesso aos tratamentos continua limitado pela dificuldade de identificar pessoas nos estágios iniciais, período em que algumas terapias podem ser utilizadas. A neurorradiologista Emer MacSweeney disse que muitos pacientes não são reconhecidos e acabam sem informações suficientes sobre ensaios clínicos ou sobre como ter acesso aos medicamentos.

“O maior erro que está acontecendo no momento é que pessoas que claramente, obviamente, provavelmente estão nos estágios iniciais do Alzheimer estão sendo ignoradas e completamente deixadas de lado… porque essa janela de oportunidade para o tratamento é realmente pequena”, afirmou MacSweeney.

O relatório cita que, no Reino Unido, apenas cerca de 2% das pessoas diagnosticadas com Alzheimer têm acesso ao teste diagnóstico de padrão-ouro. Exames de sangue capazes de identificar biomarcadores associados à demência são apontados como uma possibilidade, mas ainda precisam ser avaliados em escala populacional para confirmar a precisão na identificação de sinais iniciais de declínio cognitivo.

Uma mudança gradual

O relatório compara o momento atual da pesquisa em demência ao que ocorreu na oncologia na década de 1990, quando os primeiros tratamentos contra o câncer, ainda imperfeitos, abriram caminho para combinações de medicamentos, medicina de precisão e intervenções mais precoces.

Ainda não existe uma descoberta equivalente à penicilina ou às estatinas para o Alzheimer. A mudança ocorre de forma gradual, com a passagem da busca por uma cura imediata para estratégias de prevenção, tratamento e redução de riscos.

Entre 2000 e 2020, mais de 99% dos medicamentos experimentais para demência fracassaram nos ensaios clínicos. O World Alzheimer Report 2026, cujo título é “A New Era in Dementia Clinical Trials”, analisa recrutamento, participação e retenção de voluntários, além de ética, segurança, regulamentação, representação global e inclusão nos estudos.

A possibilidade de cura ainda está distante, mas é considerada mais concreta do que em qualquer outro momento. Para a próxima década, o desafio apontado é tornar a participação em pesquisas sobre demência uma possibilidade real para qualquer pessoa interessada, sem depender de persistência ou sorte.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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