Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Calor intenso exige cuidados redobrados com pessoas idosas

Hidratação regular, ambientes frescos e atenção a mudanças no comportamento ajudam a reduzir riscos durante períodos de altas temperaturas.

Calor intenso exige cuidados redobrados com pessoas idosas

A intensificação do El Niño pode aumentar a atenção necessária à saúde das pessoas idosas nos próximos meses, com a chegada da primavera. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indica alta probabilidade de temperaturas acima da média entre outubro e dezembro deste ano, condição que pode favorecer ondas de calor intenso.

O Ministério da Saúde considera os idosos um dos grupos mais vulneráveis ao calor e recomenda a oferta frequente de líquidos, além da permanência em locais frescos. A hidratação deve ser incentivada mesmo quando a pessoa não relata sede, já que essa percepção pode diminuir com o envelhecimento.

“Em dias quentes, a hidratação não deve depender apenas da sede”, orienta o geriatra Felipe Vecchi, diretor médico e operacional dos residenciais Cora e Vivace, do grupo BSL Saúde. Segundo ele, o organismo do idoso pode responder com menos eficiência às temperaturas elevadas.

Como adaptar a rotina

Familiares e cuidadores podem manter água disponível e oferecer líquidos em intervalos regulares. Estabelecer horários para lembrar da hidratação pode ser útil, principalmente quando o idoso passa parte do dia sozinho.

Também é recomendado deixar os cômodos ventilados, diminuir a entrada de calor e evitar a permanência prolongada em locais abafados. Roupas largas, leves e que favoreçam a transpiração podem aumentar o conforto. Quando houver exposição ao sol, a pele deve ser protegida.

Passeios, consultas, atividades físicas e outras saídas devem ser planejados, sempre que possível, para os períodos mais frescos do dia. Nos horários de maior temperatura, a orientação é ficar em locais protegidos do sol e do calor.

Refeições menores e mais leves podem ajudar no conforto e na manutenção da ingestão alimentar. Frutas e alimentos com maior quantidade de água também podem contribuir para a hidratação.

A ingestão de líquidos, porém, precisa respeitar as orientações individuais. Pessoas com determinadas doenças cardíacas, renais ou outras condições podem ter restrições e não devem aumentar o consumo de água sem orientação.

Sinais que exigem atenção

Tontura, fraqueza, dor de cabeça, sonolência excessiva, boca seca, diminuição da quantidade de urina e mudanças no comportamento podem indicar desidratação ou excesso de calor. Esses sinais podem ser confundidos com cansaço ou alterações relacionadas ao envelhecimento.

Uma alteração repentina merece avaliação. Se uma pessoa que costuma conversar e interagir apresentar sonolência incomum, confusão, fraqueza ou tontura, a situação não deve ser atribuída automaticamente à idade, alerta Vecchi.

Em quadros graves, a prioridade é buscar atendimento médico. Isso vale para casos de perda de consciência, confusão mental intensa, dificuldade para respirar, dor no peito, mudanças marcantes no nível de consciência ou sinais de insolação. Enquanto o atendimento é procurado, o Ministério da Saúde orienta levar a pessoa para um local fresco e ajudar a reduzir sua temperatura corporal.

Prevenção no dia a dia

O acompanhamento é ainda mais importante quando o idoso mora sozinho ou precisa de ajuda nas atividades cotidianas. Familiares e cuidadores podem verificar o consumo de líquidos, observar se o ambiente está quente, ajustar os horários das atividades e acompanhar mudanças no comportamento.

“Oferecer água, verificar se o ambiente está muito quente e prestar atenção a mudanças no comportamento são formas importantes de prevenção”, afirma o geriatra.

Acompanhar as condições climáticas e adaptar a rotina ajuda a identificar como o organismo está reagindo às temperaturas. A recomendação é agir diante dos primeiros sinais de desconforto, sem esperar que o quadro se agrave.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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