Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Hidratação na velhice: como incentivar o consumo de líquidos

A sensação de sede pode diminuir com o envelhecimento; rotina, acesso facilitado e atenção aos sinais ajudam na prevenção.

Hidratação na velhice: como incentivar o consumo de líquidos

A sensação de sede tende a diminuir com o envelhecimento, o que pode fazer com que pessoas idosas bebam menos líquidos sem perceber. Por isso, a hidratação precisa fazer parte da rotina, e não depender apenas da vontade de beber água.

A Dra. Karoline Fiorotti, médica e professora de Geriatria na Afya Educação Médica Vitória, explica que os receptores responsáveis por identificar a falta de água no organismo ficam menos sensíveis com o passar dos anos. Mudanças hormonais, alterações no equilíbrio hídrico e o uso de algumas medicações também podem influenciar esse processo.

O Ministério da Saúde recomenda oferecer líquidos regularmente, mesmo quando não há sede, de preferência em pequenas quantidades e em diferentes momentos do dia. A necessidade, porém, varia conforme as condições de saúde, os medicamentos, a atividade física e a temperatura ambiente. Quem recebeu orientação médica para restringir líquidos não deve aumentar o consumo por conta própria.

Fatores de risco e sinais de alerta

Idosos podem ter menor capacidade de concentrar a urina e urinar mais vezes. Diuréticos, dificuldades de locomoção, alterações de memória e dependência de cuidadores também podem atrapalhar a ingestão. Em alguns casos, a pessoa reduz voluntariamente o consumo para evitar idas frequentes ao banheiro.

Tontura, fraqueza, confusão, alteração do estado mental, redução da quantidade de urina e constipação podem estar relacionados à desidratação, especialmente quando aparecem juntos. Uma mudança repentina de comportamento, como ficar mais sonolento ou desorientado, também merece atenção. Vômitos, diarreia e febre aumentam o risco de perda rápida de líquidos.

A secura na boca não é um parâmetro suficiente, pois pode ser comum em idosos e estar relacionada a efeitos colaterais de medicamentos. Além disso, os sinais vitais podem não mostrar a gravidade do quadro.

Como facilitar a hidratação

Entre as orientações da geriatra estão manter copos ou garrafas em locais visíveis e fáceis de alcançar, oferecer líquidos nos intervalos das refeições e lembrar a pessoa de beber mesmo sem sede. Também pode ajudar facilitar o acesso ao banheiro e distribuir a oferta ao longo do período em que o idoso estiver acordado.

Quando não houver contraindicações, água de coco, sucos, chás e água saborizada podem favorecer a aceitação. Frutas como melancia e melão complementam a ingestão de líquidos. A água deve continuar sendo a principal fonte de hidratação, sempre com respeito às necessidades individuais e às orientações da equipe de saúde.

“Não espere a pessoa pedir”, orienta Karoline Fiorotti. Segundo a médica, incorporar o consumo de líquidos ao dia a dia é uma forma de reduzir o risco de que a hidratação seja deixada de lado.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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