Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Como lidar com o efeito platô durante o uso de canetas para emagrecer

Acompanhamento médico, alimentação estruturada, atividade física e atenção ao sono ajudam a conduzir o tratamento da obesidade.

Como lidar com o efeito platô durante o uso de canetas para emagrecer

A perda de peso com o uso de canetas para emagrecer pode desacelerar ou parar em determinado momento. Isso ocorre porque, à medida que o peso diminui, o organismo pode aumentar a fome, reduzir a saciedade e gastar menos energia, contribuindo para o chamado efeito platô.

A obesidade é uma doença crônica influenciada por fatores genéticos, biológicos, hormonais, comportamentais e sociais, afirma a endocrinologista Marcela Chambarelli, do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, no Rio de Janeiro. Por isso, o tratamento precisa de acompanhamento prolongado e de estratégias voltadas à manutenção dos resultados.

Quando a perda de peso desacelera, é importante avaliar individualmente a alimentação, a atividade física, a composição corporal e a resposta ao medicamento antes de fazer qualquer mudança. “A caneta precisa estar inserida em um plano terapêutico, com acompanhamento médico e uma estratégia definida para cada caso”, explica Fernando de Barros, especialista em cirurgia bariátrica e metabólica do Hospital São Lucas Copacabana.

Cuidados durante o tratamento

A atividade física regular, especialmente a combinação de musculação e exercícios aeróbicos, ajuda a preservar a massa muscular e a manter o peso perdido.

A alimentação também continua essencial, mesmo quando o medicamento reduz a fome. O acompanhamento nutricional pode ajudar a organizar uma rotina sustentável, com consumo adequado de proteínas e fibras e menor exposição a alimentos associados à compulsividade.

Sono e estresse merecem atenção. A privação de sono e o estresse crônico podem dificultar a manutenção do peso. Manter horários regulares para dormir e acordar, priorizar um ambiente confortável e reduzir telas e outros estímulos perto do horário de dormir são medidas recomendadas. Uma rotina adequada pode contribuir para a regulação do apetite, a disposição e a continuidade dos hábitos alimentares e de atividade física.

O peso deve ser monitorado em intervalos regulares, conforme a orientação do profissional de saúde. Aumento progressivo ao longo de algumas semanas, especialmente com fome persistente, episódios de compulsão alimentar ou dificuldade para manter a rotina, deve ser discutido com médico ou nutricionista. A avaliação pode considerar alimentação, sono, estresse, atividade física, medicamentos e outras condições de saúde.

A medicação não deve ser interrompida sem planejamento. Para o endocrinologista Danilo Romano, do Hospital Samaritano Higienópolis, a interrupção pode levar à recorrência da obesidade, pois os mecanismos biológicos da doença voltam a se manifestar quando a terapia é retirada.

“Os erros mais comuns são a automedicação e o uso recreativo das canetas”, alerta Fernando de Barros. A aplicação não substitui o acompanhamento médico próximo, com profissional experiente no tratamento da obesidade.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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