A cutícula forma uma barreira de proteção na área em que a unha cresce. Por isso, a American Academy of Dermatology (AAD) recomenda não cortar nem empurrar essa pele durante a manicure. A manipulação pode criar pequenas aberturas e facilitar a entrada de bactérias e outros germes, aumentando o risco de infecção.
A cutícula fica na transição entre a pele e a unha, próxima à matriz, estrutura responsável pela produção da lâmina ungueal. Quando permanece preservada, ajuda a proteger essa região contra microrganismos. Por isso, retirar essa pele não é apenas uma escolha estética: o procedimento pode comprometer uma proteção natural.
Riscos de cortar ou empurrar
Mesmo sem sangramento aparente, o corte pode causar pequenas lesões ao redor da unha. A pele machucada pode ficar dolorida, vermelha ou inchada. A AAD também orienta não arrancar nem morder a cutícula.
Empurrar a pele pode parecer menos agressivo, mas ainda envolve pressão sobre uma estrutura que protege a área de crescimento da unha. Se houver fissuras ou ferimentos, a barreira natural pode ser prejudicada.
Isso não significa deixar as mãos com aparência áspera ou descuidada. O cuidado pode ser feito sem remover a cutícula, principalmente com a hidratação das mãos e da região ao redor das unhas quando a pele estiver ressecada.
Como cuidar sem remover a pele
Cremes ou produtos próprios para cutículas ajudam a manter a região macia e podem reduzir a aparência de ressecamento e descamação. Também é importante evitar roer as unhas, arrancar pelinhas e usar instrumentos de manicure de maneira agressiva.
Se houver vermelhidão, dor, inchaço ou secreção ao redor da unha, esses sinais podem indicar uma infecção e devem ser avaliados por um profissional de saúde.






