Uma série produzida com apoio da Umane reuniu conteúdos sobre saúde pública e desinformação entre agosto e setembro de 2026, às vésperas das eleições. A iniciativa teve como objetivo combater informações falsas sobre saúde em ano eleitoral e ampliar o debate público informado.
A Umane é uma associação civil, independente, isenta e sem fins lucrativos que apoia iniciativas no âmbito da saúde pública. Os materiais explicam o funcionamento do sistema de saúde, o papel dos entes federativos e aspectos da política pública de saúde no país.
Um dos conteúdos apresenta a construção, a evolução e a importância da evidência científica. O material também aborda métodos rigorosos de pesquisa, que ajudam a embasar ações e programas voltados à proteção das populações, em um cenário de atuação de movimentos negacionistas.
Outro tema é a produção de conteúdos falsos por médicos fictícios gerados por inteligência artificial. A série reúne o que estudos já identificaram sobre esse tipo de desinformação e trata da pressão por regras mais rígidas para autoridades.
Orientações e responsabilidades
Há ainda um guia para avaliar postagens suspeitas nas redes sociais. Entre as recomendações está o cuidado redobrado com materiais produzidos por inteligência artificial.
A divisão de responsabilidades entre Executivo, Legislativo e Judiciário nas políticas públicas de saúde também é explicada. Conforme a Constituição Federal, cada Poder tem atribuições relacionadas à garantia do cuidado da população.
Em uma entrevista, a jornalista Nina Santos fala sobre o avanço e as consequências da desinformação em saúde, especialmente com o impulso de ferramentas de inteligência artificial. A conversa destaca a necessidade de presença nas redes: “Não basta minar desinformação, é preciso ocupar redes”.








